Análise Life is Strange: Episode 3 Out of Time
A vida nunca é perfeita.
Fala, Geeks, tudo beleza? Eu estou bem e animado. Apesar de ter terminado este capítulo de Life is Strange um dia após ele ser lançado, mas apenas hoje me senti plenamente capaz de fazer a resenha deste episódio.
Este capítulo se inicia no mesmo dia do anterior, ou melhor, na noite. Pois é, neste capítulo nós temos que andar pelo Campus à noite com Max, enquanto ela e Chloe tentam achar pistas para o mistério em torno do desaparecimento de Rachel Amber.
Como sempre, logo que o capitulo se inicia você pode andar um pouco pelo dormitório feminino, mas dessa vez não há muito com quem interagir, já que a maioria das outras meninas está dormindo. Mas, podemos ir até o quarto de Dana e conversar um pouco com ela — Quando que não dá pra conversar com a Dana? Ela sai do quarto? — sobre o que aconteceu com Kate. O que me atrai em Dana é que, ela assim como Max, é a única personagem que parece se importar com os outros e seus sentimentos. Você nota que as coisas que aconteceram mais cedo a deixaram muito abalada, preocupada e até mesmo com sentimento de culpa, por não ter ajudado a amiga. Dana talvez seja a adolescente mais normal dentre todos apresentados no jogo, ela tem problemas pessoais, mas passa a maior parte do tempo feliz, por seu namoro e todas as outras coisas que ocorrem na sua vida. A naturalidade da personagem contrasta um pouco com a necessidade da protagonista de ser uma heroína e salvar a todos.
Após conversar com Dana, você deve sair do dormitório e ir ao encontro de Chloe, mas antes de encontrá-la você passa pelo diretor da escola e pode ter uma conversa com ele. Durante o diálogo, e um pouco depois, o jogador vê sinais claros de que o diretor possui problemas com álcool. O personagem mostrou um pouco mais de sua personalidade neste episódio, mas nada que demonstre que ele venha a ter grande importância na história, ou mesmo que conheceremos este personagem mais a fundo. Em seguida, finalmente, encontramos Chloe, mas antes de seguir para a sala do diretor e procurar por pistas, as duas personagens presenciam uma cena entre o Sr. Jefferson e Victoria que nos leva a crer que existe algo entre os dois. Logo depois, Max entra no prédio principal com a ajuda das chaves que a amiga roubou de David. Será necessário arrombar a porta do escritório do diretor e nesse momento Max pede a ajuda de Warren, que mais uma vez se mostra totalmente disposto a ajudar a personagem. Com o auxílio do admirador nada secreto, a protagonista explode a porta do diretor e encontra as pistas necessárias. Ainda no escritório, você deverá tomar uma decisão em relação à Chloe, que mais uma vez mostra a diferença de caráter entre as duas personagens.
Em seguida, Max e Chloe decidem se divertir um pouco na piscina da escola. A partir deste momento, a suspeita que eu possuía sobre Max estar apaixonada pela outra personagem se tornou quase uma certeza. Desde a piscina até o dia seguinte, quase todas as ações da protagonista foram tomadas pensando na amiga em primeiro lugar. Outra coisa que deixou bem claro, para mim, o sentimento que existe entre as personagens, foi que constantemente durante o episódio a personagem principal ficava se comparando com Rachel e quanto aos sentimentos de Chloe em relação às duas. Em um determinado momento do período que elas passam juntas, o jogador tem a opção de beijar ou não a outra personagem, o que aponta ainda mais para um relacionamento entre elas. Uma personagem que podemos conhecer melhor nesse episódio é Rachel Amber. Acabamos tendo uma grande surpresa, quando descobrimos que ela tinha um relacionamento com o traficante Frank. É uma total reviravolta do que o segundo episódio do jogo nos havia feito pensar em relação aos dois personagens. Depois dessa novidade, eu acredito que não dá pra se criar muitas teorias em relação aos personagens, pois a divisão do jogo em capítulos dá uma boa liberdade aos desenvolvedores de fazerem pequenas mudanças no período entre um capítulo e outro.
A maior surpresa do episódio é quando Max descobre seu novo poder e agora, além de poder voltar alguns minutos no passado, ela também pode ir a momentos mais distantes no tempo através de fotos. Não há nada de muito inovador na mecânica deste novo poder, pode se dizer que é a mesma coisa de antes, mas que agora Max pode ir pra momentos isolados da história. Sinceramente, eu não gostei muito de ser forçado a salvar o pai da Chloe. Primeiro, porque, a meu ver, isso afeta a premissa principal do jogo que seria como eu tomo as minhas decisões e como elas afetam o futuro. E, segundo, porque era óbvio que uma mudança tão grande na história teria consequências em uma escala de mesmo tamanho. Max segue em sua busca de tentar criar uma realidade perfeita, mas acho que esse capítulo vem pra nos mostrar que a vida não pode ser perfeita, que coisas ruins acontecem e sempre irão acontecer de uma forma ou de outra. Achei o capítulo curto, em relação aos outros, quando acabei fiquei com uma grande sensação de “é só isso?”. Outro problema foi a linearidade que já havia se apresentado no capítulo anterior e seguiu alta neste episódio. Talvez, por estarmos em capítulos mais centrais da história, os desenvolvedores acabaram sendo forçados a diminuir a liberdade dos jogadores. A trilha sonora segue no mesmo nível, assim o jogo mantém o nível dos anteriores e o gameplay, apesar de não trazer nenhuma grande inovação, segue muito bom e fluido.
O jogo se mantém de alto nível e todos os acontecimentos deste terceiro capítulo deixaram uma grande expectativa em relação ao próximo. Contando com esse, Life isStrange possui três ótimos capítulos, mas espero que no quarto algumas questões comecem a ser respondidas ao invés de serem feitas. Este terceiro capítulo, apesar da sensação de ter sido rápido e mantido a linearidade do anterior, me conquistou pela história que chegou a um momento incrível. A jogabilidade de Life is Strange não apresenta nenhuma grande novidade, mas o enredo segue em uma crescente, que faz com que os capítulos sejam melhores que o anterior. Falou Geeks, até o capítulo 4.