1) A carta é endereçada para Thauane E também para todas as mulheres brancas.
2) Se uma carta aberta é uma violência e objetificação, o que seria as centenas de piadas e deboches que tem sido feitos com as pessoas que se propuseram a discutir a questão da apropriação cultural?
3) Você, definitivamente, não é uma pessoa melhor que ela.
4) Todo texto é de mão única, o que permite alguma forma de diálogo é a recente invenção da caixa de comentários.
5) Lembrar que devemos nos perguntar se devemos fazer algo que podemos fazer pode parecer infantilizador, e realmente é infantil, mas antes tarde do que mais tarde.
6) Não sabe quem são as mulheres negras? Procure no youtube e redes sociais. Pode parecer incrível, mas você vai descobrir que tem um monte de mulher negra falando, basta gastar um tempinho de sua vida que você vai conseguir ouvir.
7) Não, não é absolutamente semelhante a “tenho amigos negros, não sou racista”.
8) No seu texto também não há nem sombra de tentativa de explicar como o Turbante de Thauane não piora a vida de mulheres negras ou não contribui com o racismo e o genocídio negro. O que seria até difícil e se fazer, já que nem ouvir ou reconhecer que existem mulheres negras falando o texto conseguiu. Mas isso não importa, se trata de refletir sobre o que algumas mulheres negras estão falando e não sobre resolver todos os problemas históricos causados pelo racismo.
9) Para a série de perguntas que o autor faz eu sugiro trocar o turbante por uma camiseta do tipo “100% Negro” e refazer as perguntas. Depois imagine brancos usando a mesma camiseta.
10) Caso não tenha entendido, o “nós brancos existimos violentamente” (que eu nem gosto muito) não é para reforçar a ideia de que todo branco é racista mesmo sem saber, é para dizer que os brancos, mesmo que não queiram isso, usufruem de direitos que são negados aos negros. Basta um pouquinho de boa vontade para entender isso.
11) Brum fracassa em tudo que tenta fazer? Para quem estava agorinha reclamando de falta de argumentos, ataques, etc…
12) Onde você vê um auto-de-fé eu vejo um chamamento para reconhecer que tem mulheres negras falando, ouvir o que elas estão dizendo e refletir sobre atender ao apelo delas, mesmo que não tenha havido uma assembleia com todas as mulheres negras do país para fechar essa questão. E caso seja muito sacrifício deixar de usar turbante pode-se fazer isso sem debochar das mulheres negras que pediram.

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