Manifestante ferida por bala de borracha durante protestos no Rio de Janeiro contra as reformas da previdência e trabalhista do governo Michel Temer — 28/04/2017 (Ricardo Moraes/Reuters)

Por que o país dos sindicatos não é o país do futuro

Em meio a tanta confusão, fica evidente que, embora as discussões sejam necessárias, o foco está errado. Ou olhamos para frente, ou ficaremos para trás.

Tá tudo errado.

O foco está errado. A pauta está errada. O mundo vivendo uma revolução sem precedentes e nós aqui no Brasil presos dentro de uma guerra político-partidária, com o corporativismo parando o país e vendo a corrupção diariamente no Jornal Nacional e em qualquer esquina com qualquer “cidadão”.

Sindicatos se dizendo em defesa do interesse de profissões que não vão existir em um futuro breve (mas que na realidade estão defendendo seus próprios interesses). Em alguns anos a tecnologia e a inteligência artificial vão substituir boa parte dos trabalhadores e os hoje 15 milhões de desempregados vão se transformar em 30, num piscar de olhos.

A pauta deveria ser o que o país vai fazer para lidar com essas mudanças e evitar o sofrimento de milhões de pessoas que serão soterradas por esse tsunami de transformações que está se formando. É claro que em meio a tempestade fica difícil conseguir olhar além. Mas o tsunami não vai esperar. A natureza das mudanças é implacável.

As discussões no país deveriam ser sobre como a educação precisa se reinventar para que os jovens possam se conectar com essa nova realidade e adaptar o aprendizado às habilidades que serão exigidas no futuro.

A saúde deveria estar olhando para as cidades inteligentes, como no caso de Songdo, na Coréia do Sul, onde as consultas médicas são feitas pela tela da TV, com o paciente em casa, sem enfrentar as filas do SUS.

Infelizmente isso tudo parece ser ‘querer demais’ em um país onde boa parte das lideranças políticas está atrás das grades e muitos dos que estão soltos e dos que votam tem ideais retrógrados e completamente desconectados desse mundo em transformação.

Mas um dia isso tudo vai mudar. Depois de mais ou menos sofrimento. Os bons são maioria. As pessoas que estão dispostas a fazer diferente e dar o seu suor para construir seus sonhos e o país do futuro estão pulverizadas por aí. Mais fazendo que falando. Mais dispostas a desconstruir o status quo e implodir os sistemas fracassados do que presos nas velhas estruturas com medo de perder seu espaço.

Quem estiver disposto a liderar essa mudança sofrerá menos e será melhor recompensado.

Vai fazer alguma coisa ou ficar ai parado?

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