Eden, eu só fico na dúvida se a escolha das pessoas por conteúdo que condiz com suas crenças é um comportamento exclusivamente digital. Pensando nas mídias tradicionais; dificilmente alguém que não concorda com a linha editorial do Brasil Urgente, por exemplo, assistirá o programa, e isso vale para todo o tipo de conteúdo.
Isso me faz acreditar, sem absolutamente nenhuma psicológica por trás, que as pessoas sempre* buscaram discursos que fortaleçam suas teses. O problema é que as novas ferramentas facilitam ainda mais esse trabalho.
Quanto a desinformação, sou um pouco mais otimista. Eu vejo muitas pessoas começando a contestar conteúdos sem coerência. Acho que ainda somos novos no mundo virtual e simplesmente não nos acostumamos com a quantidade de informação (e não conhecimento) que podemos absorver na internet. O trabalho de curadores de conteúdo cresce, enquanto as estruturas (o uso de Big Data) e as pessoas (seu comportamento) evoluem para tornar nossa experiência melhor