Oi Ellis. Obrigado pela ótima resposta/desabafo!

Que bom que existem pessoas preocupados com este cenário. Acho que esse já é um começo. Concordo com você, não há como monitorar o que os mais jovens assistem (o tempo todo). Nós — uma geração que já teve a oportunidade de conhecer a capacidade das ferramentas da internet, as vezes, antes dos nossos pais — sabemos o quão impossível é isso.

O que podemos fazer é educar as crianças sobre os problemas e benefícios da rede. Além disso, na minha humilde perspectiva, podemos tomar três importantes ações para auxiliar na supervisão da web.

  1. Quando o conteúdo é simplesmente proibido ou impróprio para crianças, devemos exigir das empresas de tecnologia e das redes que publicam estes textos de mídia, ferramentas funcionais que ajudem a impedir o contato entre eles. Algo com o controle parental do Youtube. Neste caso, vale uma discussão sobre o que é considerado próprio para os jovens.
  2. Temos que cobrar influenciadores e produtores de conteúdo infantil responsabilidade. Para mim, isso é muito necessário hoje em dia. Como, em boa parte dos casos, são adolescentes produzindo conteúdo para crianças, acho que existe uma falta de noção (inocente). Por isso, devemos supervisioná-los e contestá-los (se necessário). Para isso, vale falar com o Youtube, ou com meios de comunicação para acusá-los de algo preocupante.
  3. Mas o mais importante de tudo é estarmos próximos deles. Entender seus desejos de consumo e indicar conteúdos alternativos.

Eu não sou nenhum puritano e sei que não adianta nada simplesmente proibir os filhos/irmãos/primos de visualizar essas coisas. A natureza da internet impede qualquer tipo de controle rigoroso, para o bem e para o mal. Mas também apenas deixá-los à merce de estranhos virtuais só alimenta essas diferenças de consumo de conteúdo, logo de hábitos e modos de se comunicar. Isso só cria distâncias entre nós e é exatamente o oposto do que eu busco na relação com meu primo (imagino que você também com seu irmão).

Obrigado novamente pela resposta (e por essa segunda longa leitura), é MUITO legal receber um feedback positivo como o seu.

    André Luis Teixeira

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    Escritor e co-host do podcast Ctrl F (http://bit.ly/ctrlfpodcast). Escrevo sobre o universo digital, as novas mídias, cultura e criatividade na internet.