Entendi ter deixado claro nesse trecho que 1) há uma confusão comum que relaciona honestidade com grosseria e inadequação e que 2) mentir cerca de 50 vezes por dia (esse é um número científico sem referência ou foi só um modo de dizer?)
Oi, Anna Flavia!
Laura Pires
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Sugiro ampliação de horizontes, indo mais além da Ciência Social, opinião ou achismos antes de escreve sobre algo. Leia por favor um Cientista (no sentido puro e autêntico, lógico, racional, sistêmico e culto) chamado David Livingstone Smith, em Por Que Mentimos – os Fundamentos Biológicos e Psicológicos da Mentira. Ali, aí invés de pregações recheadas de bom-mocismo, as raízes do porque necessitamos mentir são bem elaboradas. Me preocupa a sua caretice e pregação moral, disfarçada de elegia à intolerância. No fundo, essa necessidade de demonização das convenções gera mais intolerância – justo a que você se arvora de combater. Como assim abre aspas discutir quando essa convenção não convém fecha aspas? Pensadores por milênios debruçam sobre o tema; pessoas do quilate de Sócrates, Cristo, Toffler e por aí vai; não eu e você.

Falta modéstia, contenção, respeito, e tolerância ao seu texto. E suponho que ao seu pensar, já que você sucumbiu à praga moderna da auto-expressão.

Quer pregar a respeito de como o Outro deve se comportar ? Não. Ser honesto e verdadeiro é impossível em um ambiente onde não existem absolutos.

Atenciosamente.