Eventos como práxis de significação da cultura

Este artigo, faz parte de um assunto em que eu reflito há algum tempo e quero compartilhar com vocês. Tive oportunidade e tempo hábil para desenvolvê-lo, com calma e concentração, durante a fase dissertativa em um processo seletivo cujo tema, dentro do segmento de eventos, era de livre escolha.

Cena do filme VATEL — UM BANQUETE PARA O REI

Vamos começar…

A compreensão do termo eventos no cenário contemporâneo, em síntese com outros teóricos, se limita a encontros e/ou acontecimentos planejados com data, hora, público-alvo e objetivos previamente definidos. Por certo, esta definição técnica visa posicionar e adequar os eventos a práticas e condições meramente mercadológicas.

Por outro lado, pensar os eventos, como práticas excepcionais e/ou esporádicas de um determinado grupo social, que se realiza entre si direcionada para a sociedade na qual se está inserido ou outras, tendo a intenção de fazer uso das convenções sociais adquiridas a partir de suas práxis: é estabelecer a compreensão de que os eventos ocorrem também como forma de demonstrar a cultura na qual este mesmo grupo está imerso.

Para tanto, é preciso transcender as noções técnicas já articulada e definidas por muitos autores da área, do termo eventos e retirar a sua associação a ações de teor mercadológico e resgatar o caráter humanístico e as questões simbólicas que devem, desde sempre, justificar a sua realização.