Sala de aula, crianças… aaaaaaaaaaaah!

Comecei a trabalhar recentemente com crianças de nono ano como professor de português e devo admitir que inicialmente tudo aquilo foi amedrontador, digo, a alguns anos eu estava sentado naquelas mesmas carteiras, com os mesmos professores e nas mesmas salas de aula. Todos aqueles olhares me encarando como se quisessem roubar a minha alma.

Toda via, a verdade é que tenho aprendido algumas coisas com essas crianças que me fizeram pensar sobre a minha vida e como eu me relaciono com o mundo em geral.

As crianças realmente não ligam, elas apenas são. Elas vivem no mundinho delas onde tudo é simples e sem preocupações, coisa que muitas pessoas não fazem, apenas se mantem naquela famosa zona de conforto, mentindo sobre quem são em determinadas situações. Mas claro, existem as preocupações clássicas, como o primeiro(a) “namoradinho(a) ou ser ou não popular, etc. Porém são essas coisas pequenas que nos fazem lembrar com carinho ou repúdio para o nosso passado, que de um jeito ou de outro queremos de volta.

As crianças especiais são caso a parte, a inocência no jeito de ser me deixa com a pulga atrás da orelha, o que estamos perdendo? Ou o que não estamos observando? Por que não somos?

O aproveitar a vida é totalmente distinto de nós “mais velhos”, cada descoberta é um “uau”, quanto mais difícil melhor, a não ser quando se trata de um problema matemático,(devo admitir que esse que vos fala não é muito fã da saudosa matemática, ora bolas, sou professor de português). Em quanto a nós, ficamos no: “Hum, interessante, me deixe checar minhas anotações para chegar a uma opinião pertinente quanto ao assunto abordado na atual discussão sobre o que vamos comer hoje a noite, será que pedimos um sabor de pizza diferente dessa vez? Hur dur”.

E quanto a mim, a melhor experiência vivida em sala de aula é ser chamado de professor. Pensem no que é ser professor, no quão mágico é transferir conhecimento, fazer com que um pimpolho crie interesse em algo novo e “misterioso”. Só por isso vale a pena, posso garantir.

Os pirralhos sabem o que falam…

“Silêncio e sigam as crianças”.

Like what you read? Give Guilherme a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.