Um meio-ambiente Olímpico

15/10/15

São João da Boa Vista.

‘Desafio é algo que sempre aceitei. Trabalhei mais de 40 anos na prefeitura, e no joga para lá, joga para cá, acabei parando no meio-ambiente.’

Com certeza trabalhar com política no Brasil, e ainda mais sobre meio-ambiente, um assunto em que todo mundo tem uma opinião diferente de acordo com seus interesses, é um trabalho Olímpico.

Conseguir fazer praças, arborizar a cidade e fazer leis ambientais no próprio meio-ambiente dos agricultores, pecuaristas e loteadores, é algo hercúleo.

Foram a essas atividades que o senhor Marco Antônio de Souza, conhecido na cidade de São João da Boa Vista por Marquinho, do Partido dos Trabalhadores, dedicou boa parte de sua existência.

Fundou o Conselho de Bacia Hidrográfica do Mogi-Guaçu, ao qual o sindicado dele abandonou o projeto há pouco tempo, todavia ele afirma que deseja conseguir voltar ao projeto, logicamente importante para toda região.

Durante o período de seus dois mandatos de vereador fez a Lei da Arborização, que ainda vigora em São João da Boa Vista, e também outra que altera os loteamentos, que não podem ser realizados se no fundo houver córrego (importantíssima para a atual conjuntura, em que os loteamentos estão acabando com preciosas áreas de nossa cidade), ruas que transformou em calçadão.

Auxiliou na discussão do Código Florestal, até hoje muito discutido nos fóruns ambientais, para bem ou mal.

Algo extremamente positivo para quem gosta de correr ou andar com cachorros, e que foi ele quem fez o projeto, é a pista de cooper, assim como o projeto de arborização de São João.

A praça da ‘Viola’, no Jardim Europa, foi projeto da senhora Paula Maria Magalhães Teixeira, mas que segundo a arquiteta foi um projeto em conjunto com o Marquinho, ao que ele responde dizendo que efetuou o paisagismo e deu alguns palpites.

Praça da ‘Viola’.

Na praça do Jardim Del Plata as palmeiras são de reaproveitamento, ou seja, já estavam lá e o Marquinho não permitiu que fossem cortadas. Também trouxe parte das palmeiras que seriam cortadas (20 árvores) em outro local para a praça.

Hoje ele trabalha em fazendas desenvolvendo o paisagismo, água, estrada, reflorestamento de APPs.

Outra atitude importante para a região foi a luta contra uma mineradora que iria (obviamente) minerar uma pedreira da Fazenda Cachoeira. Ele e seus colegas conseguiram com que o projeto não fosse aprovado.

Pelo que disse fizeram um barraco em uma audiência pública do COSEMA (Conselho Estadual do Meio-Ambiente), conseguiram cópia do projeto e enfrentaram a mineradora publicamente. Seriam dois milhões de metros cúbicos de pedras retirados da Fazenda Cachoeira. ‘Daria para pavimentar várias cidades só com o granito retirado dessa fazenda.’-Afirmou Marquinho.

‘No parque do Solário tem mais de dois lagos, um está assoreado. Nesse conjunto seriam acrescentados mais lagos, um seria no Jardim Bromélia, que é aquele encostado na pista, e com certeza era um dos lugares mais bonitos de São João, e a Sequoia (uma empresa) detonou o lugar e estourou o lago para plantar árvore, para fazer compensação ambiental e economizar. Para cima a Sequoia também está executando dois loteamentos, Aliança 1 e 2, onde estouraram três ou quatro lagos, mas ainda permaneceram dois lagos bons e um assoreado. ‘- depoimento do Marquinho.

Lagos drenados para construção do loteamento.

Com certeza ainda há uma incrível quantidade de trabalho pela frente, inclusive para auxiliar essas empresas de loteamentos a perceber que quando se detona o meio-ambiente ela sai perdendo, assim como a população local e até nacional e mundial. Já ouviram falar que estragos locais se refletem de forma global? Isso é comprovado pelo professor Dr.Garry Peterson (Universidade de Estocolmo), que chama isso de Surpresa Ecológica, como é possível aprender no vídeo abaixo.

O Marquinho faz um trabalho Olímpico ao tentar proteger o meio-ambiente, tenho certeza de que não apenas o meio-ambiente agradece como toda a cidade. É um exemplo de valores Olímpicos como o respeito, que diversas pessoas esquecem que não é devido somente ao ser humano, mas também a qualquer ser vivente.

Marquinho realizando um transplante de oliveira.

Laís Vitória Cunha de Aguiar.

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