Fala Thiago. Muito boa sua visão do filme, mas tenho de discordar de alguns pontos citados na análise.
Quando você cita o por que se importar com Hugh Glass, eu lembrei dos personagens “estranhos-sem-nome” dos clássicos Western. Eles não tinha nome, tampouco passado, mas suas atitudes durante o filme nos fazem quer acompanha-los e até nos importarmos com eles. No caso de The Revenant logo na primeira cena, temos Glass interagindo com seu filho durante uma caçada, e sempre referindo-se a ele de “meu filhos” de forma carinhosa e paterna, ainda que com a firmeza que a situação exigia. Isso me lembrou momentos que passava com meu pai, indo a estádios de futebol. A mim isso funcionou bem e deve ter acontecidos com outros também.
E quanto ao Iñarritú emular outros diretores como Malick e Tarkovski, isso em nada me incomoda, e muito pelo contrário. Grandes diretores atuais emular outros com por exemplo Tarantino e Paul T. Anderson que bebem muito da fonte do Scorsese, ou J.C. Chandor que bebe muito da fonte de Copolla. Iñarritú emular outros diretores é bom para que é fã de Malick e Tarkovski, e até mesmo para que não é, para que possam correr atrás de seus filmes.
Não conhecia o site e gostei muito. Passarei a acompanha-los. Valeu!