Aforismo incompleto não revisado #1 — O Ridículo e o Otário.

A indústria cultural criou dois tipos de seres (personagens) para viverem (isso mesmo, não apenas sobreviverem, isso não basta para esses “heróis” que superaram todo o ressentimento pela vida, e acham que a baladinha e farra de final de semana é um campo de batalha e que cada pórre de vodka e whisky é uma conquista, ou que o “churras” ou a festinha de aniversário é uma “celebração a Vida”, ou aquela viajem a Tailândia foi “espiritual e reveladora”; ¬¬ me poupem) na sociedade de mercado, sob a mesma idéia moralizadora. São eles: O Ridículo e o Otário. Estes dois são facilmente detectáveis. Vamos ao teste…

Pergunta I: Como a Sociedade de Mercado e do Espetáculo definem um “Ridículo”?

Resposta: Feio, classe media/pobre, tímido, sexualmente inativo, baixa performance física e social, se deixa enganar facil, mal vestido e mal educado. E que fala a verdade.

Fala a Verdade!

Ok.

Pergunta II: Como a Sociedade de Mercado e do Espetáculo definem um “Otário”?

R: O inverso do Ridículo. Bonito, extrovertido, atlético, esperto, virtuoso, alta performance social, etc… (bem treinado por suas mães e pais viciados em boas maneiras.)

O Inverso!

Simples, não? A vantagem do Ridículo é que se ele quiser, ele consegue se passar por um Otário. Viu? E com facilidade, utilizando-se de todos os mecanismos financeiros e científicos a disposição e portanto deixando-se enganar. Já o Otário, coitado, para ser ridículo não precisa de esforço. Ele é um mentiroso por si só, já que podemos partir do pressuposto de que todos esses adjetivos são falseáveis. Todos em até 24 vezes com juros.

Transcender esse problema moral e ético é necessário (Antíteses, que no final das contas, anulam-se). Requer habilidade intelectual e até uma personalidade um tanto excêntrica (um pequeno acessório psiquiátrico, rs). Problema é que sempre me esbarro com um deles por aí e fico estupefato. É uma experiência muito divertida, e ainda por cima, de graça. E tem mais. Se você não for até eles, eles fazem questão de apresentarem-se. As vezes vejo de soslaio, nos finais de semana, pelos reflexo das superficies das coisas, vitrines, carros, entre outros. Se prestar atenção verá um também. Só não se assuste caso ele se pareça com você.

O triste dessa história toda é que no final, não é você quem ri. É aquele cara na capa da Forbes.

Por favor, digam-me que não serão esses seres que colonizarão Marte.

ps: Já consigo ouvir daqui os drones escavadores da Caterpillar.

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