2015 (Ou como uma perda pode ofuscar as alegrias de um ano inteiro)

Eu devia fazer um esforço e pensar nas coisas boas que aconteceram esse ano. Mas infelizmente pra mim, o pensamento de que a “maldição” de anos ímpares serem sempre ruins parece ter voltado e batido com força. Achei que tinha superado isso em 2013, quando tinha conseguido a boquinha da DMS. A verdade é que é tudo agonia por estar liso e sem perspectiva de ganhar dinheiro.

Engraçado como é a relação das pessoas com o dinheiro. A frase “Dinheiro não traz felicidade” é a maior meia-verdade que eu conheço. Todos aqueles clichês sobre dinheiro não comprar amor, amizade e essas coisas é verdade, mas se amor e amizade pagassem as contas e me dessem uma vida tranquila, eu seria o homem mais rico do mundo.

Mas enfim, esse é um post de retrospectiva. A verdade é que o ano passou rápido demais por mim, e eu estava sempre ocupado demais no hustling. Se eu olhar direitinho, eu fiz turismo, eu estive na companhia de uma grande mulher, eu comprei muitos gunplas (e fiz meus dois primeiros customs), tomei vergonha na cara e comprei minha mesa digitalizadora, trabalhei em meu TCC e ele está quase pronto (e estou orgulhoso dele mesmo se Simone e André disserem que é a maior merda já escrita), eu cortei relação com alguns amigos tóxicos, e reaproximei de outros, estou voando solo e esses últimos dias ainda me deram a chance de bond com minha família. 2015 foi mesmo um ano ruim?

Eu não lembro de metade das coisas que aconteceram esse ano (ou lembro, mas não consigo organizar na cabeça).

Entre esse ultimo parágrafo, e o que estou escrevendo agora, eu consigo recrutar Howard, o pato no Marvel Avengers Alliance. Tá, é um archievement num jogo de Facebook, mas serve pra me mostrar que SIM, eu tendo a invalidar as coisas boas de um ano inteiro por causa de UMA coisa ruim. Howard me ajudou a ver que o ano foi repleto de coisas boas, e ter perdido Tati, por pior que seja, não deve ofuscar um ano que não foi nada mal.