prezado augusto
Leonardo Coelho
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Desculpa, Leonardo! Eu tinha passado o seu comentário. Perdão.

Então…Existem falhas sistêmicas no capitalismo? Para mim, não. Mas deixa eu explicar o que penso: considero o capitalismo um resultado e não uma imposição. Na verdade cheguei a esse pensamento pouco depois de já ter postado este texto, o que pode contradizer algum ponto dele (ou não), mas enfim, para mim, o capitalismo é o resultado intempestivo da LIBERDADE.

Onde houver liberdade, o primeiro modo de produção a surgir será o capitalismo, ou algo muito próximo disso. Minha opinião.

As falhas, portanto, não tem como serem atribuídas ao sistema que é um resultado e não um meio. Se existem falhas, elas são de origem. São portanto, da liberdade. A liberdade permite falhas, dentro dessas permissões, quem falha, é o homem. Esse é o ponto crucial do meu texto. Criou-se o Estado, inclusive, justamente para controlar as falhas humanas: o problema é que ninguém nunca limitou o Estado. Quem vai controlar as falhas do Estado, ele próprio?

Por outro lado, você acertou, eru estava equivocado quando disse que o capitalismo “permite” algo. Ele realmente não permite, ele já é uma permissão em si. Quem permite é a liberdade. Muitas vezes disse “capitalismo” quando na verdade devia ter dito “liberdade”. O segundo é pai do primeiro.

Enfim, com o que eu sugiro, é que, com o nível de informação e portanto, de expectativa de conhecimento que atingimos hoje em dia, graças a modelos permissivos como o capitalista, não há mais como, na grande maioria das sociedades, alegar-se ignorância para esquivar-se de seus próprios vícios capitais. O capitalisamo, por ser um modo de produção livre, permite ao homem, do dono do banco ao officeboy, optar pelo “melhor” (termo subjetivo que cada um entende de uma forma, mas uso aqui de maneira meramente ilustrativa) ou pelo pior.

O resultado da liberdade está na escolha do homem livre. E aí posso realmente parecer um pastor: prego o livre arbítrio sem pestanejar. Não se pode julgar liberdade pelo erro de quem a não soube usar. E abusar.

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