Macri: 300% um monstro, mas aquele 1% é a solução

Sou fã da Argentina, gosto muito daquele país. Por outro lado, de Mauricio Macri nunca fui o maior fã não. É claro que assisti, com grande expectativa (como qualquer pessoa em sã consciência), a queda de Cristina kirchner, ao tempo de sua ascensão.

O atual presidente, no entanto, tomou algumas medidas que gostei, outras nem tanto. Até aí normal.

Agora, dentre todas elas, uma (pelo menos) não pode passar em branco: o fim do subsídio às grandes companhias de energia elétrica.

Ontem foi o dia que Macri ganhou meu total respeito. Posso mudar de ideia amanhã, é claro, mas HOJE, para mim, ele é o cara. Pegando um país que, teve o seu pior déficit fiscal em 3 décadas, e com um grande histórico de falência, bancarrota e descrédito total no mercado, Macri resolveu pagar apenas o que o governo deve. Mas pagar MESMO.

O povo argentino, por sua vez, pagava sua energia através de impostos que “dava” ao governo para pagar as companhias elétricas. Agora não. O argentino vai pagar direto para a companhia elétrica, e com a vantagem de que pagará apenas o que consumir. Isso chama-se otimização de processo. Desinchaço da máquina. Reajuste de gastos. Diminuição do organismo estatal. Enfim, chame como quiser, mas entenda: é algo fantástico.

O argentino vai pagar hoje quanto sua energia realmente vale, pois acreditem, embora o governo pagasse, ela nunca foi de graça.

Até hoje, claro, o benefício infligido pela esquerda governante, era mais vantajoso para os ricos e a classe médio, que, pagando a mesma taxa de imposto, usufruíam muito mais do serviço. Mas o populismo kirchnerista jamais aceitaria mudar a situação desta bomba que, insustentável, estava prestes a estourar no colo de alguém.

Agora não mais. Parabéns, Macri!

Para quem se assustou com o aumento (de cerca de 300%), no entanto, vale ressaltar que, mesmo com a subida, a argentina ainda segue com uma energia elétrica relativamente barata: menor que da Holanda, França, Alemanha, Japão e, é claro, do Brasil.

Por lá, o governo só deixou de pagar uma conta que não era sua. Aqui os reajustes não foram de mercado, foram uma IMPOSIÇÃO governista, beirando os 80% em acúmulo. Vale lembrar também, somos o sexto país com a energia mais cara do mundo.

Portanto, mais uma vez, parabéns ao presidente argentino. Aos que criticaram, uma ressalva: é sempre mais justo que realmente estudemos.

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