Por Benjamim R. Santos

O ódio poderá ser nossa herança. Cuidado!

Nesta segunda-feira, dentro de um colégio municipal na cidade de Indaial (SC), a 170 quilômetros de Florianópolis. Marcia Friggi, que dá aulas de Língua Portuguesa e Literatura no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) foi agredida fisicamente por um aluno. Estranhamente, observando comentários nos sites de noticias, quase a metade dos comentaristas tentam culpa-la pela agressão sofrida. O motivo é por ela ser da esquerda e incitar as pessoas a serem agressivas com os opositores políticos, afirmam eles. Estamos cientes de que fatos como estes são corriqueiros no cotidiano brasileiro. Fatos do passado mostra que fatos como estes não é novidade. Basta lembrar o caso Galdino, Indígena incendiado por filho de um ministro. Costuma dizer, quando este fato vem a público, que entres os pobres a violência é um prato do dia a dia, já que a necessidades gera conflitos. Santa Catarina é considerado primeiro mundo e o aluno é branco, classe média e não procede a afirmação.

Na Europa e Estados Unidos casos absurdos são registrados diariamente, com frases e atos fascistas e nazistas. Assusta. Pessoas em uniformes de milícias portando armas de fogo, Pessoas vestidos com capuzes e símbolos da KKK e mais Pessoas carregando bandeiras da suástica, fazendo a saudação nazista e gritando Zieg Hiel. Um Horror!

Em uma coletiva de imprensa após o ataque de carro mortal de sábado em um grupo de contra manifestantes em Charlottesville, Virgínia, o governador Terry McAuliffe deu uma mensagem contundente aos grupos de supremacistas brancos que haviam se reunido em seu estado. “Vá para casa”, disse ele. “Você não são desejados nesta grande comunidade… Não há lugar para você aqui, não há lugar para você na América”. Várias pessoas sobre mídia social, inclusive eu, elogiou declaração pontas de McAuliffe, que se situou em nítido contraste às observações anteriores do presidente Trump culpando “muitos lados” para a violência e recusando-se a chamar grupos de supremacia branca. (no domingo de manhã, a Casa Branca enviou uma declaração de um porta-voz sem nome que especificamente condenado os neonazistas, Ku Klux Klan e outros grupos alt-direita)

“Nenhum presidente da história conseguiu adiantar uma agenda anti-progressiva e inclinada para o branco, como nós temos em um período tão curto”, disse Trump, enquanto aproveitou um momento para esmagar as abelhas saindo de flores frescas perto de seu pódio. “Honestamente, acho que sou o melhor presidente desde Jefferson Davis”.

A supremacia não é apenas sobre as ações odiosas de indivíduos ou grupos de indivíduos. A supremacia branca é, antes de tudo, um sistema. Um sistema que coloca a convicção de que os brancos são superiores a outras raças na prática. É esse o sistema que torna a supremacia branca tão perigosa quanto é, e mata as pessoas muito mais violentamente e com mais frequência do que vimos no fim de semana passado.

A supremacia do ódio está em nosso local de trabalho, nosso sistema escolar, nosso governo e nossas prisões. Estão em nossos livros, filmes e televisão. Ela foi tecida no tecido da nossa nação a partir do momento em que os colonos brancos decidiram que sua reivindicação de terras era mais importante do que a vida dos indígenas. Este não é um problema novo. Esta é a América. Este é o Brasil!

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