é só não ser um mictório

Na turma de Arte e Tecnologia, a resposta foi a seguinte: Absurdo, ridículo. E de fato, o banheiro daquela galeria de arte não poderia ser um pouco mais reservado?

Mas eu não pude deixar de fazer esse esforço, não que seja muito difícil perceber o teor estético de objetos funcionais, mas a dificuldade do aceite, se torcer á provocação é o que dói, mas nem tanto, só um pouco, talvez. É com isso que a gente entende o significado de ser um mictório e não qualquer outro objeto bonito/funcional, que por sinal esse fato ainda pode soar estranho.

A apresentação é o choque, mas o entendimento é o contemplamento purificado do significado, a parcela chata e cinza que cobre tudo que a gente conhece e sabe pra que serve. O que mais seria isso se não a expressão da irregular e desconstruida subversão aos claros e obvios estimulos da realidade?

desconhecer, no sentido de regredir o reconhecimento é a libertação. Desentender, e só agora olhar. (Semiótica e surrealismo caminham de mãos dadas) Acabei de entender a ligação da semiótica com o surrealismo. Nesse momento eu já não posso mais dizer o que vejo, isso eu já não reconheço, mas o interesse agora não é saber o que é, já que o objetivo outrora contemplava o oposto

É a mais limpa crítica ao realismo, propor o desafio de derramar o (liquido significante) signo e ler o pote vazio, o que você vai ver agora, se a experiêcia for reproduzida com sucesso, já é outra coisa, ou melhor, coisa nenhuma.

Porquê o interessante é não ter uma coisa ali, e se isso não for o surrealismo… que a conclusão é não saber o que se exerga, a extensão do real com as gotas de alucinógeno que derramam a compreensão fora do pote.

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