Cadê a metade da minha laranja?

Com certeza você já deve ter feito essa pergunta para si mesmo. Né? Não me diga que sou a única preocupada com isso e medo de ficar para titia. Por favor.

Talvez eu devesse deixar esse tipo de pergunta para segundo ou terceiro plano da vida. Me preocupar com outras coisas e quando eu menos esperasse, aquela metade iria aparecer. Mas tem dias que eu realmente me preocupo com essa questão.

Conheci diversas pessoas bacanas nesses anos que tenho vivido. Relacionamento sério apenas com um (que durou cinco anos), e as ficadas da vida, não passaram de ficadas. Pelo menos uma, eu queria que tivesse dado certo, mas depois que não deu e vi o quão trouxa eu era no “relacionamento”, agradeci a Deus pelo livramento (risos, mas foi tenso).

E olha: eu não fico desesperada atrás de alguém par que vire um namoro e eu seja feliz para sempre. Costumo dizer que sou muito sossegada e realmente sou. Mas às vezes eu queria ter alguém.

Não qualquer alguém, sabe? Mas alguém que te fizesse transbordar. Que fosse além de um ficante. Que fosse um amigo. Um companheiro. Aquele cara que iria aparecer na porta da sua casa quando você estivesse em um dia ruim ou te chamaria para comer alguma besteira em um domingo de sol.

Aquele cara que o beijo da liga e o abraço faz você se sentir em outro mundo. Que tenha ligação contigo, e não somente atração. Que goste do papo, do momento, do sorriso… de tudo!

Sei que um dia vou encontrar essa metade e será melhor do que eu pensei. Por enquanto, o que me resta é ficar lendo e escrevendo sobre um possível futuro amor e viajando nas minhas palavras. Enquanto isso, o mundo está girando para que as metades das laranjas se encontrem e se juntem… ou não rs.