Geração do enfrentamento

Maldita cobra safada!
Peçonhenta em mil luxúrias
Caí nesse mundo devasso
Com alma de criança, pura.
Doutrinado a esconder o medo
E transformá-lo em armadura.

Sem posse pra além da alma
Tenho meu corpo
Vendo meu tempo
Aprisiono desejos reprimidos
Liberam parcelado o meu pagamento.

Nesse mundo brutal, é barbárie
Não é 10 como o mundo de Ben
Saiba Ken é Ken 
Não tamo no mundo da Barbie.
Aqui a corrupção dirige Ferrari
Te vendem sonhos e decepção
Numa garrafa de Campari

A gente precisa lembrar
Quem é que manda nessa porra.
Tomar as rédeas do poder. Firmamento.
E se a Polícia vier, não corra!
Somos a Geração do Enfrentamento

Abriram a caixa de Pandora
E a maldade impregnou no ar
Ela arde como pimenta
Não sou Dênis mas vim badernar.
Tem quem treme com a PM
Mas nasci preto e não vou recuar.
E nem vou me calar.

Querem pacificar.
Mas é no Militar.
Maldito burguês burro
Se chocou me vendo anarquizar.

Pela cor da minha pele
Vão tentar me diminuir
Minha existência é resistência
E PRETO significa resistir

Pouco saberão de fato
Em quais enredos me envolvi
Muitos seguirão o caminho de pedras
Deixado pelos muros que destruí.

E eu lanço vários textos e prosas
Pra mostrar que faço parte
Da galera Black Power que bota fé
Na cultura e na Arte

Me inspiro
Sigo
E reviro 
O Baú da Sorte.
Salvando histórias que superarão
A morte.

Sei que meus sonhos
Podem parecer inalcansáveis
Mas sou Bolt e eles pistas
Piso neles com meus pés ágeis
Vivo na correria
Não fico vendo paisagens.
To atrás das passagens
Daquele mundo melhor, e novos rios
Me cansei das margens e desse mundo vil.

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