A Era da Aprendizagem em que o aprendiz pode estar, finalmente, no centro da experiência.

Walking on their shoes :)

Quem projeta experiências de aprendizagem está com a faca e o queijo na mão. A educação vive uma transformação sem tamanho, implodindo como um modelo fordista, que massifica os alunos, e sendo forçada a renascer como um modelo que envolve e transforma justamente por entender que cada um é único, e que é possível, apesar de mais trabalhoso, escalar aprendizagem mesmo personalizando ela e tornando-a mais ativa.

A abordagem de Design Thinking tem tomado o mundo e transformado como co-criamos. Herbert Simon, em 69, definiu Design como “a transformação de condições existentes em condições preferidas.” Essa definição associa totalmente o design à aprendizagem. Hoje, design thinking já é popular entre educadores exatamente por ser uma abordagem que nos ajuda a entender as situações pelo ponto de vista do aprendiz e nos empodera para criar soluções com foco em quem efetivamente vai fazer uso dela. Isso é lindo ❤ ❤ ❤

Ao se mencionar Design Thinking ou Ideação, já ouvi uma pessoa comentar: “É aquela reunião pra brincar com post its né?” Não miga, sua loka, é muito mais do que isso. É outro jeito de mergulhar em cenários e enxergar as situações. É tentar fazer a pergunta certa, aquela que normalmente ninguém fez. É se trabalhar para ativar a postura empática e descobrir o outro.

Empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações. Portanto, a empatia é distinta de expressões de compaixão, pois estas não envolvem a tentativa de compreender as emoções ou o ponto de vista da outra pessoa. A empatia tampouco é o mesmo que a Regra de Ouro “Faça para os outros o que gostaria que eles fizessem para você”, pois isto supõe que seus próprios interesses coincidem com os deles… Empatia é uma questão de descobrir gostos diferentes. (Roman Krznaric, O Poder da Empatia).

Ganhamos diversas técnicas para observar e nos comunicar com o outro com o objetivo de entender seu comportamento, expectativas, valores, motivacões, desafios, questionamentos e tudo o mais que o move. Com isso, ganhamos insights que são combustíveis para pensamento criativo e, de preferência, colaborativo, a gerar aprendizagem e experimentação.

Babi, você só desenha soluções hoje em dia baseando-se nisso? Não. :(

Primeiro porque para se desenhar soluções de aprendizagem, precisamos nos basear em diversas coisas, outras abordagens, metodologias, tecnologias etc. Segundo, porque dentro do cenário da educação corporativa, ainda me encontro em projetos em que o máximo que consigo de aproximação do aprendiz ou participante é meia dúzia de termos descritivos nem mesmo definidos por ele. O muro que nos isola do participante ainda é imenso.

Muito disso acontece porque quem nos chama para desenhar soluções acha que se nos aproximarmos demais, vamos nos perder em personalização, podemos complexificar o projeto, tornar ele maior ou mais caro ou mais demorado. Outros porque acham perigoso nos aproximarmos e descobrirmos mais do que deveríamos saber da “cozinha” deles. Quem tem esses receios deveria, agora, pra ontem, mergulhar também nessa abordagem, nessa maneira de se colocar o outro no centro de uma questão. Vão descobrir que, na verdade, o que acontece é tudo FICAR MAIS SIMPLES, MAIS FOCADO, MAIS CERTEIRO NOS RESULTADOS. E sim, é perfeitamente possível escalar, mas pode-se personalizar também ao se fazer uso de design, tecnologia e comunicação.

Imagine você viver uma experiência que conversa contigo pelos seus canais favoritos, que usa seu linguajar, que ressalta metáforas que tem a ver com seu mundo, que tem o tamanho certo pro seu gosto — nem grande demais e cansativo e nem curto demais e raso — isso tudo sem perder de vista o design de aprendizagem (ando muito implicante com o termo design instrucional mas isso fica pra outro post) e tudo que ele envolve como análise de tarefas, objetivos de aprendizagem, aprendizagem ativa, apoio a performance na transferência e tudo o mais.

Hoje, para mim, não há nada mais incrível na educação do que você projetar a jornada do aprendiz, entender a big picture da aprendizagem a partir dos sentimentos dele e desenhar tudo no detalhe para que ele, e todos que o envolvem, possam mergulhar e colher resultados transformadores.

;)

Créditos: foto de Anastasia Zhenina — https://stocksnap.io/author/22751)

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