O editorial que eu gostaria de ter escrito

Vem aí mais um lançamento da Revista Rio Center mas minha ansiedade é de lançamento de Vogue. Não por questões de marca, mas por todo o significado que o projeto carrega. Dessa vez, a revista não traz nenhum modelo profissional, pelo contrário, foi a primeira vez de muitos em um estúdio fotográfico. Quem já foi às lojas pode não ter entendido porque as pessoas dos painéis parecem tão comuns, mas é só ler a revista para conhecer melhor cada um deles: são personagens reais, que abraçaram a ideia conosco, representaram seu próprio estilo e nos surpreenderam (demais) com o resultado final. Entrevistei cada um e fiquei empolgada para colocar em palavras todas aquelas atitudes que transbordavam na minha frente, mas acabou sendo um processo lento, queria que cada texto fosse único para cada foto e carregasse sua própria personalidade. Acho que consegui.

As histórias dos bastidores não entraram na revista, mas são tão importantes quanto. Só posso contar do meu ponto de vista, o tanto que os conceitos da faculdade de publicidade, a bagagem da Austrália e a criatividade da Escola Viva se fizeram presentes em cada detalhe do meu trabalho. Mas não é só sobre mim, é a soma com a visão de Ara, de Giovanna, de Mariana… pela minha contagem foram cerca de 70 envolvidos nesses quase 3 meses de produção. O orgulho não cabe no peito por um trabalho tão verdadeiro, tão cheio de diversidade, feito 100% por uma equipe potiguar, em sua maioria composta por mulheres. MUITO ORGULHO. Também não cabe o tanto de agradecimento para a Rio Center por apostar na gente e em gente, por acreditar conosco que a moda é para todos e deve ser menos passarela e mais rua. Estamos no caminho certo. Até a próxima!