O que fazer quando tens uma ideia para uma aplicação mas não sabes programar?

Uma das perguntas que muitos programadores freelance ouvem é quase sempre, “Olha tenho uma ideia excelente para uma startup mas não sei programar? Queres colaborar comigo e ficas com 50% dos lucros?”; Geralmente a minha resposta era quase sempre a mesma “Então queres que eu faça o trabalho todo e tu ficas com 50% do lucro se der certo?”

Era uma piada inocente mas o meu conselho para todos aqueles com ideias é tragam algum tipo de valor acrescentado para o negócio para além da ideia. Pode até parecer que a ideia seja o valor mas na minha experiência aprendi que o valor das ideias não é assim tão grande como parece, a ideia é sobrestimada. Para ser totalmente honesto, o valor da ideia em si é igual a ZERO desenvolvimento de Software, ela é só uma parte pequena do que se necessita para desenvolver um bom projecto.

Para o empreendedor, é necessário que ele traga algum desses valores mas não exclusivamente: 
Propriedade intelectual - quando se trata de algo que nunca foi feito ou que é difícil de reproduzir. 
Capital - dinheiro para o projecto ou algum investidor disposto a investir no projecto. 
Networking - estar bem posicionado no mercado para executar a ideia, vender e fazer o marketing do produto, de forma que te tornas num parceiro de negócios essencial. 
Competências ou know-how - apesar de não seres capaz de programar, trazer algum tipo de competência ao projecto e negócio que te torna essencial e único na execução do projecto.

Se não adicionas nenhum valor acrescentado ao negócio, então não estás bem capacitado para dar o próximo passo. 
Quanto as ideias, também há vários aspectos a considerar, entre eles, “Como imaginas que a ideia irá evoluir?”, ou seja, é importante ter uma projecção de como a ideia irá evoluir de forma que será valiosa para os clientes e continuar a evoluir daqui a 10–15 anos. Outro aspecto muito importante é como ela se enquadra na era da informação, e descreve-se da seguinte maneira: 
- O produto é virtual ou físico? Se for físico, então tens de pensar nos custos e infra-estruturas. 
- É uma plataforma onde os usuários é que irão inserir o conteúdo? 
- Será uma fonte de rendimento para os usuários? 
- Dá para ser reproduzida e revendida por outros. Por ex.: músicas, fotos? 
- É bidimensional? No sentido do usuário ver um produto mas os clientes verem outro. 
- Corresponde a algum pecado mortal? 
- É viciante? 
Isso são algumas das questões que todo o empreendedor deve procurar responder para validar a ideia.

Interessado em saber os próximos passos necessários para criação de uma simples aplicação? Fiquem ligados à nossa newsletter em que falarei mais sobre isso.