O que achei de Beyblade Burst God ep. 01

A segunda temporada de Beyblade Burst começou! Hoje, dia 03 de abril de 2017, foi exibido no Japão o primeiro episódio de Beyblade Burst God. E o que eu achei das novidades?


O episódio começa muito bem, muito direto. Valt já está na Espanha e não tem muito tempo para explicarmos o que rolou. Isso achei bem legal, porque não precisaram enrolar para contar que a história vai passar em um lugar diferente do que vimos até agora. Apenas no meio do episódio é mencionado brevemente o que aconteceu. Gosto quando as coisas são mais diretas.

Além de um cenário novo, somos apresentados a dois novos personagens logo de cara, Kit e Sisco. Ambos parecem ser muito promissores. Logo mais conhecemos o senhor que dá um trato na Valkyrie mais tarde, que é outro personagem bem interessante, mas antes de me adiantar, quero comentar algumas coisas.

Gostei muito como Valt ainda usa Victory Valkyrie no início do episódio, sem tirar a nova Beyblade do nada. Aliás preciso mencionar que a série amadureceu sonoramente falando. A trilha que acompanha as batalhas é incrível, muito acima do esperado para um anime com um nível de Beyblade, que tem como foco o público infantil. Isso, somado à direção, faz com que as batalhas tenham um tom mais épico e bem mais acelerado, trazendo o sentimento de ação que o jogo merece. Ainda bem que as batalhas não ocupam metade ou ainda o episódio todo. Gosto desse ritmo mais acelerado.

Outro ponto positivo foi a introdução da nova God Valkyrie. Nada de magia, meteoros, estrelas cadentes ou o que quer que seja, as Beyblades aqui são fabricadas, modificadas fisicamente, voltando às raízes da série, quando Kenny era o engenheiro, por mais absurdo que fosse, ainda fazia certo sentido. Então, o velhinho lá, dá uma bela modificada na Valkyrie, seguindo um rabisco esquisito que Valt fez. Nessa parte, muitos falaram que foi rápido demais o desenho do Valt se transformando na God Valkyrie. Ora, vamos analisar friamente, os produtores do anime não tinham 5 minutos para mostrar com detalhes o velho trabalhando o novo design no computador, bem como eles tinham coisas mais legais para investir o dinheiro da produção do episódio, como por exemplo a segunda batalha entre Valt e Sisco. Por isso essa cena só mostrou que o velhinho fez o design no computador e fez a nova Beyblade com a ajuda de Valt. Se deu pra entender isso, tá ótimo. E essa questão de fazer as Beyblades é o que eu simplesmente amei nessa série.

Depois disso, o segundo round entre Valt e Sisco é espetacular! A música é precisa, os movimentos das Beyblades são rápidos e tudo se resolve de forma orgânica, nada de estranhamento. Todas as séries anteriores causavam certo estranhamento, sempre ficava pensando, “como essas Beyblades ficam tanto tempo girando? Como se mexem sozinhas?” Agora temos um toque de realismo que ajuda na credibilidade da série.

A propósito, não só as batalhas estão mais aceleradas, mas pelo que deu pra ver nesse primeiro episódio, a série como um todo deu um boost e está um pouco mais ágil. Se isso é bom só o tempo dirá, mas confio nos produtores e sei que, nos momentos certos, vão desacelerar os acontecimentos para poder desenvolver algum personagem.

No geral, o episódio saiu melhor que as expectativas e conseguiu trazer um sentimento de coisa nova e empolgante acontecendo. Temos um cenário novo, personagens novos, Beyblades novas, muita coisa para assimilar e isso dá uma revivida forte na série!

A única coisa que tenho como crítica é o próprio público, e cabe aqui um desabafo.

Por quê vocês são assim? Sempre que sai algo novo, diferente do que estava na sua zona de conforto, a primeira reação de quase todo mundo é, “não gostei, o anterior era melhor.” Depois de uns episódios começa a amar a série novamente porque já acostumou. Qual o problema em aceitar mudanças? Qual a dificuldade em ver o lado positivo das coisas? Qual o motivo de tanta crítica exagerada?

Está na moda criticar tudo por quaisquer detalhes minúsculos que, no resultado final, pouco afeta o consumidor ou espectador. Acho muito triste esse modo de ver as coisas. Acho tão legal simplesmente se divertir com algum hobby, seja ele Beyblade ou não. Acredito que olhar para as novidades com bons olhos trata-se de boa vontade, caso contrário, se for apenas para criticar simplesmente porque é diferente, nem acompanhe. Estou tão cansado de ler críticas desse tipo. “O anterior era melhor.” Acho que vocês seriam mais felizes se fossem menos exigentes. Vejo muitas pessoas, geralmente fãs da primeira geração, falando “essa série está muito infantil.” Bem, é óbvio que está infantil, ela é feita para um público infantil, não para você, adulto, com uma bagagem cultural muito maior, com referências muito melhores, super crítico literário e cinematográfico.

Eu só acho que não custa simplesmente assistir ou consumir algo por diversão, sem ser super crítico a respeito de tudo.

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