O Palmeiras para Copar

Saiu a relação dos jogadores que vão pro jogo hoje, contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. E decidi “brincar” um poucos com as opções de Marcelo Oliveira.

De novidades, Daniel e Fellype Gabriel. O primeiro é volante e foi um dos destaques da Copinha. Dizem ser semelhante a Gabriel, o monstrinho. O segundo foi relacionado pela primeira vez, após problemas de documentação e lesão. Robinho e Victor Ramos (machucados) são desfalques, bem como Leandro Almeida e Alecsandro (já jogaram a CdB por Coxa e Flamengo).

Marcelo Oliveira deve mandar a campo a equipe habitual, somente com duas alterações: Cleiton Xavier no Robinho e Barrios (que não está em sua melhor forma física) ou Leandro Pereira (que não está em sua melhor forma técnica) no Alecsandro. O time, portanto, teria: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vítor Hugo, Egídio; Arouca, Andrei Girotto, Rafael Marques, Cleiton Xavier, Dudu; Barrios.

Marcelo Oliveira pode optar pelo de sempre…

Mas há a questão da coerência. Embora eu tenha 90% de certeza que Marcelo optará pelo de sempre, acredito que ele deveria, mais do que nunca, ser o cara consciente e coerente que ele é. Egídio não vem de boas atuações. Aliás, suas últimas partidas foram desastrosas. Domingo, suspenso, não jogou. Zé Roberto, que não agradou no Paulista, o substituiu e foi muito bem. Merece uma sequência. Prendendo o veterano mais atrás e com a boa cobertura de Girotto em suas subidas, pode engatar uma boa sequência. Uma outra mudança pode ajudar nisso…

Dizem as más línguas que Mouche, que vem se esforçando de forma descomunal para se recuperar de sua lesão e correr atrás do prejuízo, está comendo a bola nos treinos. Junte isso ao fato de que Kelvin caiu de rendimento após perder pra Dudu a vaga que tinha ganho do mesmo e que o camisa 7 não só vem devendo (embora tenha ido muito bem no domingo) como já tem seu julgamento marcado pro fim do mês e pode virar desfalque a depender do resultado. Se há a chance de ficarmos sem ele, precisamos botar pra jogar seu possível substituto.

E esse cara pode ser Mouche. Perde-se em velocidade, ganha-se em inteligência e recomposição. O argentino, ponta natural, tem capacidade e qualidade pra recompor o meio-campo de forma mais eficiente que Dudu, o que facilitaria também as subidas de Zé. O Palmeiras de Marcelo, com a bola, ataca num 4–2–3–1 que, com as subidas de Arouca vira quase um 4–1–4–1. Defensivamente, sem a bola, os pontas voltam, assim como o meia, formando um 4–5–1 (por vezes 4–1–4–1, outras vezes 4–4–1–1, sempre com um triângulo no meio formado por Girotto-Arouca-Cleiton). Com Gabriel, aliás, o esquema muitas vezes passava a ser uma espécie de 3–6–1, com ele se enfiando no meio dos zagueiros pra iniciar as jogadas e os laterais subindo quase como que alas. Resta saber se Girotto passará a desempenhar essa função com o tempo também.

…ou usar a partida pra fazer jogar outras boas peças, incluindo F. Gabriel.

Nesse esquema alternativo, ainda há a opção de Fellype Gabriel, que pelo tempo parado não deve ser titular. Com características semelhantes a de Cleiton, faria basicamente a mesma função, mas o time ganharia mais força na recomposição, ponto falho de Cleiton.

Seja qual for a opção escolhida por Marcelo, o Palmeiras vai pra esse jogo com um bom 11 titular. Se jogar o que sabe, e não o que jogou nas três partidas que antecederam a vitória frente ao Flamengo, temos tudo pra ir pra Minas com uma ótima vantagem.