América já foi, falta o mundo

O espirito do Real Madrid em campo foi totalmente diferente ao do Atlético Nacional ontem. Tranquilo, como quem sabe que é superior e pode marcar um gol quando acelerar ou aproveitar uma falha mexicana.

O América dirigido por La Volpe, estava armado no 5–3–2, diminuía os espaços dos atacantes madrilenhos e conseguia, em diversas vezes, fechar os espaços na defesa. No ataque tinha algumas chances nos vacilos defensivos da defesa espanhola.

Mesmo com a bola, o Real não acelerava o jogo.

Quando apertou a saída de bola mexicana roubou a bola e Ronaldo parou na trave após cruzamento de Vázquez. O português ainda ameaçou em forte chute de bola parada, mas Muñoz estava preparado para defender chutes potentes.

O jogo poderia ter ficado complicado para o Real Madrid caso o gol demorasse a sair, ir de peito aberto no final faria o time correr riscos. Kroos achou um espaço na defesa, Benzema bateu de três dedos, cruzado e abriu o placar no último lance do primeiro tempo.

Foi a chave para dar ainda mais tranquilidade aos espanhóis, obrigou os mexicanos a desfazer a linha de cinco e adiantar as linhas.

Com mais espaço, Ronaldo perdeu gol imperdível, principalmente pra ele. James entrou, assim como Morata. O ritmo do jogo era lento, o Real atacava pouco, ao América faltava qualidade técnica para agredir e fôlego para correr.

Aos 48', James lançou Ronaldo e o português matou a partida.

O lance foi simples e bem corriqueiro, mas o árbitro de vídeo anulou um gol que havia dado, depois voltou atrás e validou novamente. A verdade é que isto está complicado, o juiz parou o jogo que já voltava a rolar para não anular o gol que havia dado. Que situação!

Vitória protocolar para um Real Madrid muito mais forte que o time mexicano, desta vez vendendo o resultado de forma mais difícil.

No domingo o Real Madrid deve fazer outro jogo protocolar, bater o Kashima e ser campeão Mundial. Para europeus o Mundial de Clubes é um torneio de passagem para pegar a taça ou um vexame muito grande.

Jogo frio como o sentido pelos madrilenhos no banco de reserva