Real do “quando quer” e City encorpado

Peter Bosz colocou um jogo de posse de bola fascinante no Borussia Dortmund. Muitos passes, rápidos, em busca de espaço. Aubameyang, que até marcou um gol, é verdade, perdeu várias chances, estava meio aéreo.

Na estratégia de posse o time cumpriu bem o papel, mas do outro lado tinha o Real Madrid. Onde Ronaldo não perdoa e a qualidade técnica impressiona, do primeiro ao último jogador.

Carvajal aproveitou muito o espaço deixado no lado esquerdo da defesa alemã. Gotze como interior não encostava, Max pouco e Toljan — lateral-direito de origem — acabava deixando espaço, Na terceira boa jogada no setor, Bale abriu o placar em cruzamento na inversão da jogada com Carvajal.

A velocidade na costas da defesa do Dortmund funcionou muito bem. Bale voltando a jogar do lado de origem, pela esquerda, se destacou. Além do gol deu uma assistência para Ronaldo fazer o segundo — Cristiano ainda fez o terceiro em chute potente.

Zidane repetiu o BIC (Bale, Isco e Cristiano), desta vez com Ronaldo na direita e Bale na esquerda. Nos grandes jogos o Real tem ido bem, tem falhado nos menores do Campeonato Espanhol.

Será que agora, depois de ter ganho tudo, o time joga “quando quer”?

Coutinho atuou os 90 minutos pelo Liverpool, como meio pelo centro, Kane fez hat-trick e Gabriel Jesus esteve apagado e foi substituído no início do segundo tempo contra o Shakhtar. Desanimado foi acordado com um incentivo de Pep.

Atundo no 4–3–3 pela direita, caia muito pelo centro e congestionava o setor com De Bruyne e Agüero, deixava o extremo para Walker. O City tem muitos jogadores bons de ataque, Sané atuou bem — mesmo perdendo alguns gols — e Sterling fez o segundo.

O primeiro veio do pé de De Bruyne o jogador mais diferente da equipe, inteligente, dita o ritmo da equipe e marcou um belo gol de fora da área.

Com a defesa mais consistente o time está mais encorpado em comparação com a a temporada passada.