Deputados, decidam: atletas ou cartolas?

9 diferenças cruciais entre Bom Senso FC e os Cartolas sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte

Enganamo-nos quando dissemos que o estado do futebol brasileiro é consequência de mero descaso. A experiência das últimas semanas — com a quebra explícita de um acordo entre Bom Senso FC e Clubes — demonstra de forma irrefutável que o retrocesso é, na verdade, fruto deliberado de um conjunto de forças malsãs que trabalha intensa e consistentemente em favor do atraso.

Muito em breve o futebol brasileiro passará por mais uma decisão. Sem grande público, mas repleto de jogadas, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte deve ir à votação na Câmara dos Deputados. Vossas Excelências serão os responsáveis pela escolha, e nosso papel será de deixar claro o que está em jogo.


1. Os atletas defendem o teto salarial, com a inclusão do custo futebol limitado a 70%;

Os cartolas são contrários.

2. Os atletas defendem que dirigentes da CBF tenham mandatos de apenas quatro anos com limite a uma recondução, com o enquadramento no art. 18-A da Lei 9615/98;

Os cartolas excluíram esse artigo do projeto de lei.

3. Os atletas querem ter poder de voto nas entidades de administração (Federações e CBF);

Os cartolas retiram essa possibilidade do projeto de lei.

4. Os atletas defendem a inegibilidade por 10 anos de dirigentes punidos por gestão temerária nas entidades de administração (Federações e CBF);

Os cartolas não preveem qualquer tipo de punição a dirigentes de Federação e CBF.

5. Os atletas defendem a fiscalização do cumprimento do direito de imagem;

Os cartolas não.

6. Os atletas defendem que os clubes inadimplentes sejam punidos já em 2016;

Os cartolas querem que as punições só valham a partir de 2019.

7. Os atletas defendem que o Órgão Fiscalizador seja composto por Treinadores, Executivos, Árbitros, Atletas, Patrocinadores, CBF e Clubes;

Os cartolas defendem apenas representantes da CBF (na função pré-determinada de presidente), Clubes, CFC, OAB e Atletas.

8. Os atletas defendem o prazo de 90 dias para criação do Órgão Fiscalizador;

Os cartolas retiram esse prazo do projeto de lei.

9. Os atletas definem o ato de gestão temerária;

Os cartolas incluem ressalva ampla ao conceito.


Com a esperança e a convicção de que Vossas Excelências votarão com bom senso, colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre a nossa proposta de emendas ao projeto de lei.


Bom Senso Futebol Clube | por um futebol melhor para todos