Loja recusa vender a uma mulher que não usava vestimenta muçulmana na Suécia

Soheila Fors vive na Suécia desde 1933, quando deixou sua terra natal Iran após um movimento contra o governo islâmico instalado lá. Tem se tornado, desde então, uma voz ativa na defesa de direitos das mulheres vivendo debaixo da lei sharia.
Segundo apurou o Breitbart, no dia 24 de julho Fors escreveu um artigo ao portal Nyheter24, onde relata que saiu para comprar vestidos em uma loja e foi atendida por uma vendedora de origem somaliana. Um homem (presumivelmente o dono da loja) apareceu e conversou em somali ao pé do ouvido com a vendedora, queixando-se sobre a falta da túnica islâmica em Fors.
“A mulher virou-se para mim e disse: ‘infelizmente, você não pode comprar’. ‘Imagine ir a uma loja e não poder comprar comida e leite’, respondi-lhe. ‘A Suécia é uma democracia’, ela respondeu. ‘Sim, sim, é uma democracia. Eu vou entrar com ou sem hijab”’, afirmou Fors em seu artigo.
Fors ainda disse que se sentiu como se houvesse “retornado à opressão do Iran” em plena Suécia. Negou também que irá processar o shopping, mas admitiu que liderará um movimento de boicote a quem praticar essas discriminações.
Contudo, nem todas as mulheres enxergam no problema o conflito de culturas (islamismo X valores ocidentais) que a Suécia vem experimentando nos dias atuais.
Victoria Kawesa, líder do Partido Político Feminista Sueco (FI), disse, por exemplo, que “o denominador comum é a opressão e a dominação dos homens”.
