Twitter proíbe propaganda de livro promovendo casamento heterossexual: “conteúdo de ódio”

“Eu vou dizer onde está o ódio. Ele é destilado por alguns contra a maioria como uma ferramenta para promover agendas esquerdistas”, disse Craig Stellpflug, autor do livro.

Julio Gonzaga
Jul 28, 2017 · 2 min read

O twitter rejeitou o pedido do ex-pastor Craig Stellpflug em usar a plataforma de publicidade do website para divulgar seu novo livro: One Man One Woman: God’s Original Design for Marriage (Um Homem Uma Mulher: O Design Original de Deus para o Casamento).

Segundo o The Christian Post, no último dia 6 de julho Stellpflug pagou para que o twitter desse publicidade ao seu livro; respondendo-lhe por email, a empresa afirmou que a promoção “não foi aprovada para uso em sua campanha de anúncios no Twitter”, afirmou Stellpflug. A razão, nas palavras do website: “esta determinação é baseada na seguinte política de anúncios no Twitter: ódio.”

Stellpflug quis veicular o anúncio que se segue:

Tradução: “Um Homem Uma Mulher é sobre o design original de Deus para o casamento desde Adão e Eva no jardim até os dias de hoje.”

Definindo o que seria conteúdos com discursos de ódio, o twitter apresenta uma lista de possíveis ofensas que podem caracterizá-lo: “nessa política, o conteúdo com discurso de ódio é o conteúdo que promove a militância contra um indivíduo, organização ou grupo com base em: raça, etnia, país de origem, cor, religião, deficiência física ou mental, idade, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, condição de veterano, qualquer outra condição legalmente protegida.”

Craig Stellpflug justificou-se alegando que seu livro não tem nenhum conteúdo que possa interpretar-se como anti-gay, sendo um livro que aborda “na verdade… questões diferentes — homossexualidade, adultério, divórcio, pornografia e outras questões semelhantes “, disse ele. “Não dou peso especial à homossexualidade. Eu dou muito peso ao perdão de Deus, o julgamento de Deus comparado ao nosso julgamento”.

O The Christian Post tentou entrar em contato com o twitter a fim de saber mais sobre o caso, mas não recebeu resposta.

Esta não é, pois, a primeira vez em que o twitter restringe pautas conservadoras. Há precedentes semelhantes envolvendo instituições que advogam a favor da agenda antiaborto, como Live Action, as quais tiveram suas publicidades negadas pelo site.

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