Ode à saudade

Não há como fugir
da janela de meu quarto
posso vê-la virando a esquina
trazendo consigo seu pungente baú de memórias
e lampejos do que poderia ter sido
ou do que ainda talvez possa ser

Ela tem a chave do portão
e nem sequer pede permissão para entrar
em um ímpeto começo a gritar
não quero seus suplícios novamente
mas gostaria muito de possuir seu singelo baú de memórias
embora desejasse que ele viesse sem aquele âmago sofrimento, 
apenas com as lembranças
e eu pudesse olhá-las e sorrir 
sem que meu coração fosse dilaceraddo pela nostalgia

Todavia, tal coisa não é possível
A saudade é concisa: 
não se esmaece 
até que toda sua dor 
seja sentida.

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