Agora e além

Nas noites gélidas, vagueio.

Adentro cantos escuros em labirintos de reflexão

Nas cálidas madrugadas, caminho.

Avanço em trilhas iluminadas pelo fulgor de oração

Procuro pistas em solos árduos de se desvendar

Espalhadas em um mundo que era, é e há de vir

Já não me basta crer e esperar

Anseio ver, discernir e interferir

Na jornada rumo à plenitude

Sei que o destino reserva pratos recheados de beleza

Mas por enquanto, nesta parte da realidade

Revezam-se os fardos de alegria e os embrulhos de tristeza

Despreocupado quanto à fronteira entre as partes que formam o todo

Embalo os sonhos em versos

E exploro sombras, lampejos, ecos e resquícios de um tempo pueril

Pois sigo convicto de que, em relação ao todo…

Olho não viu, ouvido não ouviu, e coração ainda não sentiu.