Artigos Pessoais #3: O grande desafio

A intenção do A.K.A. sempre foi ser mais sobre minhas experiências e coisas com cinema, então tem lá os altos e baixos, principalmente no início que é onde você não sabe onde vai parar exatamente — na real, você nem sabe onde quer parar. Vemos aqui o relato desesperado de alguém que sofre. Então.

Nessa semana isso que eu vou falar se tornou um pouco mais frequente. Á alguns anos quando eu decidi cursar a faculdade de cinema, isso já era bem frequente, mas parece que quando a ideia vai se tornando cada vez mais concreta, isso se alarma um pouco mais.

A pressa. Acho que esse é um dos principais fenômenos que tomaram conta da minha cabeça, tudo que eu vejo é cinema, tudo que eu quero é cinema, e fazer parte desse mundo. Então, a pressa de fazer algo relacionado parece que domina você — e isso é louco cara, é insano -. A minha mente foi tomada pela ideia de que “você vai fazer um roteiro de cinco páginas, e de repente todo mundo vai saber quem você é”, e parece que você sente que aquilo é algo normal.

Particularmente, eu tenho anseios quanto à pressa, às vezes você atropela as coisas e de repente você se enrolou em algo do qual não consegue se soltar.

Essa semana eu tive essa mesma sensação, a de pressa por fazer algo. Como qualquer pessoa normal que esteja vivendo essa loucura que eu vivo, a vontade inicial é de fazer um curta-metragem, mas não é qualquer curta-metragem, é um que sua identidade já se fixe nele, e que os poucos minutos que ele passe, ele mostre aos outros, a quem vá assistir quem você definitivamente quer ser.

Mas acho que o principal ponto que atingi durante essa semana, foi uma suposta resposta pra essa pressa. “Você precisa provar pra eles”, é o que domina o meu pensamento, e por vezes eu vi isso essa semana. É tanta pressão em cima, que a pressa parece ser pouca. A quantidade de gente que chega querendo criar impasses como uma possível “morte de fome”, e ficar “desempregado”. Então o desejo de provar pra essas pessoas que eu não vou morrer de fome, ou ficar desempregado, é o que eu chamo de pressa.

Admito, existem segundas opções, existe uma “saída” caso tudo dê errado, mas eu não levo essa saída em primeiro plano, na realidade os planos da minha vida estão na lente de uma maquininha criada pelos motherfuckers Brothers Lumiere, e vão continuar por lá, durante um longo tempo.

Então isso tudo foi pra falar, que a pressa chegou ao seu clímax, e eu tô quase lá, no final de tudo, eu quero simplesmente mostrar que eu posso transformar meus sonhos em imagens — nossa que fofo hein -, e eu estou quase concluindo os planos para um primeiro curta-metragem.

Tô tentando me aliviar do desejo de provar alguma coisa, mas no final, talvez isso realmente valha a pena. É um bom desafio.

Artigos Pessoais #3: O grande desafio