Não sei, na verdade, se essa não é uma discussão meio que elitizada.
De forma alguma, o VLT é super flexível. Exatamente pela sua flexibilidade escrevi uma crítica ao posicionamento recente de João Doria a respeito de como Mogi das Cruzes pode ser atendida (confira aqui).
Monotrilho é uma tecnologia que poderia ser usada à exaustão em São Paulo, dada a quantidade de avenidas nas quais poderia ser inserida. VLT é muito específico, seria ideal para uso, por exemplo, nos calçadões do Centro e numa interligação destes com a Paulista.
Não, não, o VLT pode ser utilizado em grandes avenidas e nos Estados Unidos há até linhas que correm paralelas a rodovias.

A vantagem do VLT é a facilidade em mesclar diferentes tipos de atendimento, aumentando e diminuindo a segregação conforme o necessário. Há ainda a possibilidade de mitigar interferências com a devida priorização semafórica e outras estratégias de estruturação do urbano. O mesmo MAX da foto também possui trechos em que transita próximo aos pedestres na área central de Portland.

Uma coisa, contudo, não exclui a outra. O VLT Carioca, por exemplo, é considerado perigoso porque passa perto de uma comunidade — se fosse monotrilho, não teria esse tipo de preocupação (em tese).
Então o problema não é o VLT Carioca, mas problemas do urbano que o tornam tão refém quanto seriam outros modos, inclusive o modo a pé, que é a base. Outrossim, estações como Manguinhos estão em elevado e nem por isso se tornam mais seguras (ver aqui, aqui e aqui).

Espero ter ajudado a mostrar que o VLT pode ser mais flexível do que parece a uma primeira vista. Reiterando que o trecho atualmente em funcionamento do VLT da Baixada Santista goza de maior segregação em comparação com seu primo carioca. O trecho de menor segregação, na região histórica e portuária, faz parte de uma segunda fase (ver aqui e aqui).
Espero ter contribuído para dirimir suas dúvidas e agradeço pelo interesse!
Caio César
