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Vagner, olá. Vou responder os principais pontos por meio de citações para tornar o entendimento mais fácil. Vamos lá:

Não funciona bem assim, e vamos tentar entender os porquês. Não é só “sair do Centro Expandido” e ir para outros lugares. Varia também os porquês.

Em nenhum momento o artigo pretendeu esgotar o tema, o propósito do artigo é fazer um convite para que as pessoas descubram o que há fora do Centro Expandido, principalmente as pessoas que de alguma maneira já estão envolvidas em organizações ou associações que lutam por uma melhor cidade ou mobilidade.

As trocas dos lugares citados tem um entendimento para a pessoa que mora no centro. Via de fato, torna-se uma experiência nova, que pode ser positiva ou negativa. E é aí que chega no cerne.

A proposta é a de explorar para obter conhecimento in loco. Vivência, positiva ou negativa pode surgir, a priori, de qualquer experiência, inclusive aquela que se dá nos lugares mais badalados do Centro Expandido.

O exemplo mais notório em seu texto é a pessoa trocar a 25 de Março pelo Calçadão de Osasco ou São Miguel Paulista.
A pergunta mais básica é: compensa? Vale realmente a pena?

A proposta do texto não é propor substitutos, é fazer um convite para que a cidade que existe fora do Centro Expandido seja melhor compreendida, para tanto, ela precisa ser visitada.

Suas perguntas posteriores são interessantes, mas são perguntas que não devemos responder. O texto busca suscitar curiosidade ou até mesmo incomodar; se existem problemas nos deslocamentos que serão necessários, estes precisam ser pensados sob a ótica da maioria, que vive fora do Centro Expandido e já está suficientemente “calejada”. Se existe uma proposta de inversão de papéis, ela está sendo feita justamente para fazer um alerta sobre como o ativismo tem se dado em nosso meio.

É preciso experimentar (mais de uma vez, se possível), tirando as próprias conclusões.

A existência de Alphaville como condomínio empresarial se dá pelo fato que existe também o condomínio residencial. O deslocamento do centro de SP até a região de empresas de Alphaville e Tamboré é demorado, infelizmente ainda não tem um serviço ferroviário que o atenda, e caso a pessoa use automóvel, tem gastos com o pedágio.

Apenas uma pequena fração da população de Alphaville vive nos residenciais, mais de 150 mil pessoas se deslocam para lá diariamente. Se o deslocamento é demorado, então existem problemas que precisam ganhar destaque.

É possível combinar a Linha 8-Diamante e ônibus da EMTU ou da Benfica BBTT de Barueri para chegar na região caminhável e com maior número de atrativos do empreendimento. Partindo da Barra Funda, o deslocamento até o Centro Comercial Alphaville tem duração de aproximadamente 60 minutos.

Uma leitura recomendada é o artigo sobre a Estação General Miguel Costa, dezenas de linhas foram inclusive mencionadas e os trajetos podem ser assistidos por meio do smartphone, usando o Trafi ou o Moovit, vide outro artigo relacionado.

Sair de uma bolha requer que tenha uma possibilidade de saída, não que se saia por sair a toa ou só porque cansou do centro. As “bolhas” acabam existindo pois de alguma forma, a situação social (estabelecimento de moradias) e econômica (custo de vida) cria estas bolhas.

Não se faz obrigatório sair, mas o texto nasce a partir de uma percepção de que parte dos que possuem mais espaço de fala hoje, pautando questões ligadas às periferias e ao transporte metroferroviário e rodoviário em geral não pertencem à realidade em questão. Ora, tal situação cria uma distorção e graves problemas. Propõe-se então que se saia da bolha no sentido de reduzir o abismo existente.

Obrigado pelos comentários.

Caio César

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