Parque Newton Freire Maia, em Pinhais, será revitalizado de acordo com novo termo de cooperação

Represa do Iraí, em Pinhais [Foto: Henrique Kugler]

O Parque Newton Freire Maia, em Pinhais (PR), é uma área privilegiada: às margens da represa do Iraí, em uma área de proteção ambiental, ele guarda uma paisagem natural de grande beleza. A gestão do parque, porém, passa por um impasse burocrático histórico — diversos órgãos do estado ocupam simultaneamente o mesmo espaço e, ao longo das últimas décadas, vários episódios político-institucionais acabaram dificultando a gestão e a manutenção da área.

Mas temos uma boa notícia: na última sexta-feira (11/08/2017), um novo termo de cooperação técnica foi assinado pelos órgãos estaduais responsáveis pelo parque. O objetivo é estabelecer regras para o uso compartilhado do imóvel. Fazem parte desse acordo, como instituições signatárias, as secretarias do Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Agricultura e Abastecimento; Educação; Planejamento e Coordenação Geral; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; o Instituto Ambiental do Paraná; o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural; e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, que atualmente mantém na região uma Fazenda Agroecológica de 147 hectares.

[Fotos: Henrique Kugler / CPRA]

O acordo prevê a recuperação, conservação e manutenção do Parque Newton Freire Maia. Assim, sua estrutura física poderá ser renovada — e planos para otimizar o aproveitamento a área serão definidos pelas instituições signatárias do termo. Atividades educacionais, pesquisa ambiental e desenvolvimento de práticas agroecológicas são alguns dos itens mencionados no acordo. Além disso, também faz parte do plano a realização de eventos, feiras gastronômicas, exposições de animais, atividades desportivas equestres, atividades culturais e de lazer.

“Estamos muito entusiasmados com a assinatura do acordo”, comenta o diretor-presidente do CPRA, João Carlos Zandoná. “Uma área como essa tem grande potencial para se tornar referência no estado; esperamos que, a partir de agora, possamos continuar demonstrando que a agroecologia é um caminho possível para conciliar a preservação dos ecossistemas com as demandas da sociedade contemporânea”. Além de Zandoná, estiveram na reunião para a assinatura do termo o secretário Norberto Ortigara, da SEAB; o diretor-presidente do EMATER, Rubens Neiderheitmann; e o diretor-geral da SEMA, Paulino Mexia. O termo de cooperação terá duração de 5 anos.

Henrique Kugler


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