Pragas e inimigos naturais: identificação correta pode garantir ao produtor economia de tempo e dinheiro

“A pulverização acaba sendo a primeira estratégia do produtor, mas deveria ser a última”, diz o agrônomo Homero Cidade [Foto: CC0 Public Domain]

Bolsistas do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) participam, a partir desta semana, do curso ‘Identificação de pragas e inimigos naturais em olericultura’. A iniciativa é promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), em parceria com o Instituto Emater e a Secretaria de Desenvolvimento Rural, no município de Campo Largo (PR).

Os conhecimentos adquiridos serão replicados no âmbito do projeto ‘Produção em base agroecológica na Região Metropolitana de Curitiba’, liderado pelo CPRA. O órgão vem exercendo papel importante no sentido de orientar agricultores da região interessados no processo de conversão ao sistema agroecológico.

“A identificação correta dos inimigos naturais é o primeiro passo para que o agricultor adote as estratégias mais eficientes no que se refere ao manejo de sua propriedade”, explica o agrônomo Homero Cidade, responsável pelo curso. Ele conta que muitos produtores rurais, ao notarem a presença de algum organismo potencialmente prejudicial a suas plantações, acabam por agir erroneamente: optam por logo pulverizar seus cultivos com alguma formulação específica, quando, na verdade, sequer precisariam recorrer a essa estratégia. “A pulverização acaba sendo a primeira estratégia do produtor, mas deveria ser a última”, diz o agrônomo.

Além disso, sempre vale lembrar que muitos dos organismos entendidos como pragas podem ser protagonistas de interações ecossistêmicas benéficas à propriedade. É por isso que conhecer a biodiversidade local acaba sendo tão importante. Ao final das contas, segundo Homero, esse conhecimento pode garantir, ao produtor rural, economia de tempo e dinheiro.

Participam dessa edição do curso produtores rurais e técnicos de Araucária, Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Curitiba e Pinhais.

Henrique Kugler


One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.