Clique aqui e avance 20 anos

Descubra o que a semântica pode fazer por você e pela sua tia.

Lá está você, assistindo à transmissão do evento da gigante tecnológica da maçã e do aço escovado, esperando o lançamento do novo gadget que vai solucionar os problemas que você ainda não sabe que tem. Um relógio, um óculos, um liquidificador, uma obturação inteligente, enfim, tudo aquilo que nos desperta o desejo de acompanhar a vanguarda tecnológica.
A grande questão é que tudo evoluiu: os aparelhos, a linguagem de programação, os cortes de cabelo, menos o maldito "clique aqui".

Há 20 anos, lá em 90 e pouco, quando todo mundo tinha um cdroom de instalação do discador do UOL, AOL ou do ZAZ, era comum ter um "clique aqui" e um gif piscando, chamando a atenção para algo na sua tela de 800x600.
O tempo passou, surgiu o HTML 4, o HTML 5, o CSS, nos livramos das tabelas, estamos desbravando o mundo com o HTML 5 e o CSSs 3, mas ainda temos o infeliz do clique aqui.

O público final, o usuário, o leigo, a sua tia, eles não sabem que existe um mundo melhor que nos espera. Um mundo de contexto, de semântica, onde você pode saber detalhes sem precisar ser obvio demais, pois vai existir uma cor, um estilo, um sublinhado, algo que indique que aquilo é clicável, e vai existir um textinho maroto que lhe diz o que está do outro lado do link.

Não adianta evoluir a tecnologia se a gente não fizer com que as pessoas consumam essa evolução, explicar que agora é mais fácil. Não adianta ter telas de 27' polegadas nos computadores pessoais e continuar fazendo site em 800x600 usando tabelas. Nesse momento eu faço um apelo a você front-end, back-end, desenvolvedor, webmaster, webdesigner, programador, sobrinho do dono de uma empresa: existe vida além do clique aqui, e você vai sobreviver sem ele. Então hoje, só hoje, não usemos um CLIQUE AQUI nos nossos site.

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