não deixe que as pessoas te digam o que é amor.

Para pra pensar: desde quando você ouviu a primeira historia ou viu o primeiro desenho ou leu o primeiro livro. Como era a relação de amor presente nele? Era algo real? Algo palpável, algo que fazia sentido?

A real é que ninguém entende direito o que é o amor, embora a gente viva a presença ou a ausência dele o tempo todo.

É um dos sentimentos mais explorados, seja por conta de datas comemorativas ou não, mas parece que a humanidade até hoje não conseguiu de fato entender do que se trata.

Os filmes, contos, séries e mais um monte de veículos que impactam nossas vidas mostram dificuldade, mostram dor, mostra, vingança, mostram ego,mostram tudo, mas em muitos casos o amor tá bem longe dali.

E isso gerou algo que afeta muito a nossa sociedade que é a idealização do amor romântico. Tá, mas o que eu entendo por idealização do amor romântico? Essa relação que beira o doentio onde há diversos excessos, há ciúmes, insegurança e posse, onde se não há intensidade não é verdadeiro e se não for difícil não vale a pena.

Com isso, muita gente passou a ter certeza de que, se não for desse jeito, não é amor. E com isso, surgiram mil regras para amar, tornando algo simples e puro em algo complexo e que passou a ser visto para poucos.

A real é que o amor romântico cria padrões inatingíveis de relações que a gente nem se questiona se são certos ou não, mas acabamos reproduzindo.

Hoje em dia, o simples fato de demonstrar o que você sente já é visto como cilada. Nenhum passo é natural, todas as coisas são programas e descartadas simplesmente porque a pessoa provavelmente não entendeu o script.

Ou até mesmo no caso de relações ja consolidadas, o ciúme e a posse passam a ser sempre muletas da relação, tudo é feito na base da desconfiança e há uma enorme dependência na relação, sem contar a intensa cobrança pela reciprocidade, de modo que todo o sentimento tem que ser igualmente sentido pelas pessoas que compõe o casal.

Dificilmente alguém vai entender como tudo isso funciona e isso que dá a graça para a coisa. Só você e quem decide embarcar nessa contigo sabem como as coisas devem funcionar. E tá longe de ser algo semelhante as comédias românticas de Hollywood.

A cada relação um mundo novo se abre e até mesmo a relação de muito tempo pode assumir novos papeis que não mais os antigos.

relação
substantivo feminino
vinculação de alguma ordem entre pessoas, fatos ou coisas; ligação, conexão, vínculo.

Partindo desse significado, as conexões são feitas de formas orgânicas, onde coisas funcionam e deixam de funcionar com a mesma rapidez. Com isso a gente cresce, entende coisas novas e busca o melhor (podendo ser ele o que for).

Ninguém além de você — e eventualmente quem está vivendo com você — tem o direito de te dizer que caminhos são certos ou errados. Por mais que te digam e as vezes te forcem a entender o contrário. Nem mesmo nossos pais que as vezes trazem muita sabedoria, porque os contextos são sempre diferentes e abstratos demais pra serem tratados da mesma forma.

Então, antes de ouvir aquele conselho de amigos pra fazer aquele joguinho bobo, ou dispensar aquela pessoa porque faltou algo que nem você sabe porque, ou comparar a sua relação com a de seus amigos ou até mesmo com filmes e séries de TV, preste atenção se não estão te dizendo como você deve amar.

Provavelmente em algum momento isso aconteceu ou ainda acontece e você nem se deu conta. Ai criam-se os sensos comuns de como as coisas devem ser feitas, o que resulta em reproduções sem sentido. Busque a individualidade, busque o lado único de tudo isso, porque é isso que faz com que qualquer relação seja incrível.

Não estou dizendo pra não ouvir conselhos, claro que eles são importantes! É mais pra criar um filtro, uma garantia que sua mente não será levada pelos milhares de conceitos tortos que a gente acaba absorvendo diariamente. Observe as relações próximas como amizade, por exemplo, as pessoas gostam de você pelo que você é e não esperam que você seja diferente daqui que você apresenta.

O que eu quero dizer com tudo isso? Curta. Aproveite a sua experiência e faça dela algo único, viva toda a plenitude do que você tem pra viver, se questione e entenda cada passo dado durante todos os momentos.

Porque no fim, é tudo muito breve pra gente se prender em formatos que a gente nem sabe porque tá seguindo.