As ferramentas de auxílios das análises táticas

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Desde uns anos atrás, a análise tática na internet tem crescido de forma constante e é cada vez mais cedo que jovens brasileiros estão tendo contato com essa área da comunicação esportiva. Mas e o suporte para fazê-la? Quais as ferramentas de suporte mais utilizadas que uma análise tática no futebol apresenta?

Quais as ferramentas mais utilizadas em análises táticas? Aliás, há diferenças entre elas?

Atualmente, a análise tática “ganhou” diversas maneiras de ser mostrada, como em vídeo e/ou em escrita, e também diversas ferramentas para realizá-la. O texto desta semana é justamente sobre essas ferramentas mostrando, assim, o que cada uma delas demonstra e quais são suas vantagens e desvantagens. Vale lembrar que todas são somente ferramentas que auxiliam a análise tática e nenhuma delas é a análise tática toda. Elas apenas auxiliam!

Campinho

Aqui, há muitos softwares e sites que “montam” campinhos: o Tacticapad (é o que eu uso e é o da imagem abaixo), o site this11, o lineupbuilder, o sharemytactics… enfim, existem muitos hoje em dia. Com o auxílio desses softwares e sites, realiza-se uma imagem onde dá para mostrar os posicionamentos das equipes e as movimentações ofensivas e defensivas mais realizadas. E dependendo do software ou do site, consegue-se marcar zonas, as linhas e até representação de algum movimento tático de um time.

No exemplo acima, graças ao Tacticalpad, foi possível demonstrar os posicionamentos dos jogadores e os movimentos ofensivos e defensivos mais realizados na partida.

Vantagens: com um campinho feito, é possível economizar muitas linhas que seriam usadas para mostrar os posicionamentos e os movimentos ofensivos e defensivos dos jogadores, além de já mostrar o esquema tático.

Desvantagens: para se fazer um campinho, já foi mentalizado os posicionamentos e a “média” dos movimentos ofensivos e defensivos. Não se acha o todo e nem sobre as transições do jogo. É basicamente, um retrato feito para a partida.

Mapa de calor

Nas transmissões de jogos, em sites e em análises táticas, o mapa de calor aparece com certa frequência. Ele serve para mostrar onde tal jogador ou equipe tocou na bola e a frequência com que ela foi mais tocada e, para tal, variando as cores no mapa. Normalmente, nos mapas de calor, há uma seta indicando qual é o campo atacado pelo time ou pelo jogador em questão.

Pelo mapa de calor acima, nota-se que o jogador tocou mais na bola no terço central do campo com maior frequência no lado direito desse terço. Além disso, é possível também notar de que o jogador tocou na bola em diversos outros lugares do campo, menos perto da pequena área ofensiva e no lado direito da sua área (Imagem retirada do site Footstats).

Vantagens: percebe-se facilmente onde o jogador mais e menos tocou na bola. Notando, assim, as suas zonas de preferência onde ele mais toca na bola.

Desvantagens: aqui só pega onde o jogador toca na bola, mas não mostra de onde ele partiu e como ele fez para receber a bola nos lugares onde tocou.

Mapa de toques na bola

Com o mapa de onde tal jogador tocou na bola, percebe-se onde ele mais recebeu bola e mostra, também, as regiões onde os toques são mais frequentes e menos frequentes. Há uma sutil diferença entre o mapa de calor, mas apresenta praticamente a mesma intenção.

Pelo mapa de toques da bola do jogador acima, percebe-se que ele tocou mais na bola pelos lados campo, normalmente em campo ofensivo, e um bom tanto no centro do terço ofensivo também (o mapa tem como referência o lado esquerdo sendo defendido e o direito, o atacado) -imagem retirada do site Whoscored.

Vantagens: nota-se claramente onde o jogador tocou e não tocou na bola em campo e, também, dá para ter uma ideia de movimentos repetidos de determinado jogador.

Desvantagens: não para saber como o jogador fez para tocar na bola naqueles lugares e muito menos qual foi o posicionamento dele dentro da equipe só olhando um mapa de somente um jogador.

Mapa de passes

Hoje em dia, há um mapa que mostra as frequências de passes realizados entre os jogadores e as direções dos passes realizados. Gustavo Fogaça da Rádio Gaúcha é dos que mais usa esse tipo de ferramenta em alguma análise de equipe.

Acima, um exemplo de mapa da frequência passe. Veja como há uma legenda para cada tipo de setas usadas e ainda a demonstração do início e do fim de cada passe feito (Imagem retirada do post de Gustavo Fogaça).

Vantagens: nota-se facilmente quais os jogadores que trocam mais e menos passes dentro de uma equipe e, ainda, a região onde o time mais troca passes.

Desvantagens: só olhando o mapa de passe, não dá para saber quais foram as distâncias dos passes realizados e quais as condições para que tais jogadores trocassem mais ou menos passes em relação aos outros jogadores do time.

Mapa de posicionamento médio

Há um tipo de mapa que já foi mais usado antigamente, mas que está voltando a ser lembrado recentemente que é o mapa de posicionamento médio. Esse tipo de mapa mostra onde na “média” o jogador mais ocupou dentro daquele jogo. Pela imagem abaixo, nota-se dois exemplos de duas equipes diferentes sendo mostradas pelo mapa de posicionamento médio.

Pelo mapa da equipe laranja, percebe-se nitidamente um 4–2–3–1 formado mesmo através do posicionamento médio, mas o time azul? Qual foi o esquema tático usado? (Imagem retirada do site Whoscored).

Vantagens: percebem-se onde os jogadores mais atuaram em “média”.

Desvantagens: como é “média”, não dá para saber exatamente todos os lugares onde o jogador jogou e às vezes, até pelo exemplo acima, não dá para sequer saber o esquema tático somente através do posicionamento médio dos jogadores.

Enfim, todas as ferramentas aqui mostradas e as mais diversas que não foram citadas apresentam a sua intenção, vantagens e desvantagens. Já que nenhuma delas é toda a análise tática, mas, sim, somente uma ferramenta de auxílio, servindo, assim, para simplesmente auxiliar.

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