O que é ajustamento ofensivo fino?

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No Brasil, quando uma equipe cria diversas chances de gol, mas converte nenhuma delas, dizem que tal time jogou “mal”. Mas será que foi “mal” por que não jogou bem, ou foi “mal” só por que não fez gols? Olha, se for só por causa do segundo caso, temos que rever conceitos. E, além disso, nesta publicação, vou mostrar as duas opções mais usadas às quais os times usam para se chegar ao gol.

Nas duas primeiras partidas da Seleção Olímpica masculina, o time jogou mal ou só não fez gols?

Há muitos times atualmente que conseguem chegar ao campo ofensivo com facilidade, mas não conseguem avançar um pouco antes de chegar à área adversária. Antigamente, dizia-se que essa equipe não passava da intermediária ofensiva, e, atualmente, essa parte do campo “intransponível” é o último terço, ou o terço ofensivo. Vale notar que são praticamente as mesmas regiões. Só mudou o nome.

Com um time atacando da esquerda para a direita, o terço ofensivo é região a qual não se entram com facilidade e como a meta está nela, falam de que tal equipe jogou “mal”.

Apesar de beirar a utopia, nesta postagem iremos desconsiderar o nível de desenvolvimento do sistema defensivo adversário e somente levar em consideração a equipe atacante. Já que muitas vezes, boa parte da dificuldade em entrar no terço ofensivo é devido à equipe adversária e seu sistema defensivo. Assim sendo, em cada terço do campo, normalmente algumas equipes jogam com os seguintes comandos gerais:

O campo é dividido em terço para facilitar os jogadores o que prioritariamente deve-se fazer em cada uma delas.

Na zona de segurança, os passes são para sair de lá o mais rápido possível; na de construção, é onde há o controle, a aceleração e a desaceleração da jogada; e na zona do risco, é para achar um tipo de passe para o companheiro finalizar.

Diante dessas zonas e dos diferentes intuitos de passes prioritários em cada uma delas, temos que qualquer tipo de passe pode ser realizado em qualquer uma dessas zonas desde que os cumpra. Nem todas as equipes têm que entrar tabelando, e nem todas as equipes têm que cruzar para fazer o gol. O que entra aqui é a questão de como tais jogadores se adaptam ou se sentem mais confortáveis para poderem finalizar! Não existe certo ou errado, e muito menos, gosto pessoal de quem está assistindo. É só questão dos jogadores em campo!

Uma das equipes que mais usavam o cruzamento com eficiência foi o Palmeiras de 1999. Então era errado a equipe ter feito tantos gols de cruzamentos? Ou era certo por ter feito tantos gols? Você acha que Oséas ligava se as pessoas gostavam ou não de que ele fez tantos gols de cabeça? É, parece que não.

Deste modo, temos que para fazer gols, os jogadores precisam se entender, se conhecer e ver como os jogadores que vão finalizar preferem como a bola chegue. E como já vimos que todos os tipos de passes podem ser feitos em quaisquer que seja a zona que a bola esteja, temos que na zona de risco, obviamente, pode-se ter um passe agudo ou cruzado.

No caso do passe agudo, geralmente, ele vai à forma de passe para o pivô ou para a projeção do receptor. Nesse tipo de passe, popularmente conhecido no meio do videogame como o passe do triângulo, a sincronia de quando do portador da bola com o receptor é fundamental. Para tal, normalmente, usa-se o levantar da cabeça do portador da bola para, então, partir para recebê-la, como nos exemplos do vídeo abaixo:

O Barcelona é um exemplo da sincronia de quando o receptor parte para a projeção. Note de que é sempre logo após o portador da bola ter levantado a cabeça.

Já no caso no passe cruzado, momentos antes de a bola sair do portador, os jogadores começam a projeção, mas só aceleram quando a bola realmente sai do portador da bola. Essa sincronia serve para que o receptor cabeceie a bola com mais força devido à impulsão gerada pela corrida acelerada e, além disso, muitas equipes que usam do cruzamento no terço final “povoam” a área adversária com mais de três jogadores. Como são os casos do vídeo a seguir:

Atualmente no cenário brasileiro, o Atlético-MG de Marcelo Oliveira e o Palmeiras de Cuca são equipes que usam do cruzamento e da sincronia pedida para ele.

Assim sendo, temos que independentemente do tipo de passe no terço ofensivo, agudo ou cruzado, são necessários o sincronismo e a compreensão de como o receptor gosta ou prefere com que a bola chegue até ele. A tática irá ajudar na movimentação em ambos os casos, mas é somente através do ajustamento ofensivo fino (sincronismo e conhecimento do companheiro receptor) para que mais bolas para finalização encontrem a meta adversária mais facilmente.

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