O que influencia no nível de desenvolvimento de marcação: o modo ou a intensidade?

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Já passamos mais da metade do Campeonato Brasileiro e duas das equipes que disputam vagas no G-4 claramente marcam por encaixe: Atlético-MG e Palmeiras. Já na Europa, os times de alto nível marcam por zona. Essas constatações fazem crer que o futebol brasileiro está atrasado no quesito modo de marcar? Ou não estaríamos vendo sob a ótica pós-era Guardiola x Mourinho de forma clara ainda? E afinal, que influencia no desenvolvimento do nível de marcação: o modo ou a intensidade?

Na imagem acima, vemos o Atlético-MG de Marcelo Oliveira marcando por encaixes e, por isso, Pratto e Robinho acabaram indo até o seu campo defensivo, já que os seus adversários “encaixados” foram até o ataque.

Primeiramente, não podemos generalizar nada, inclusive no futebol. Ver que a maioria europeia marca por zona não quer dizer que os times europeus que marcam por encaixe são retrógrados. Aliás, existem, sim, equipes na Europa que marcam por encaixe! Como por exemplo, a Holanda de Guus Hiddink abaixo:

Sim! Há equipes europeias marcando por encaixe!

Mas e agora, o que é retrógrado ou desenvolvido no caso da marcação: o encaixe ou a zonal? Nenhum dos dois! É notório de que, antigamente, as equipes marcavam somente por encaixe e, com o passar do tempo, a marcação zonal apareceu. No entanto a por encaixe não desapareceu! Tanto que há equipes competitivas, como o Palmeiras de Cuca, o Atlético-MG de Marcelo Oliveira e a Holanda acima, disputando partidas contra os seus adversários em bom nível.

Oras se não é o modo de marcar que mostra o desenvolvimento do sistema defensivo, o que pode ser? Alguém se lembra do desenvolvimento abrupto que aconteceu no futebol pós os constantes conflitos entre Mourinho e Guardiola na Espanha e quando o português dirigia a Inter de Milão? Pois é, é de lá que vem a resposta desta publicação.

Os conflitos constantes entre Mourinho x Guardiola geraram muitos frutos para o futebol mundial, e um deles será debatido aqui.

Durante e após os constantes conflitos de Mourinho x Guardiola, vimos que as equipes do “Especial One” competiam com o Barcelona do espanhol. Assim como diversos times na época, Mourinho fazia com que a sua Inter ou Real Madrid marcassem por zona, mas somente ele competia com Guardiola. Mas, então, qual era o segredo? A intensidade!

Para quem perdeu, há um texto somente sobre intensidade (para quem perdeu, é só clicar aqui!) e que em poucas palavras, ela demonstra o grau da velocidade que um time realiza as suas ações defensivas, a concentração para fazê-las rapidamente, movimentos em conjunto e está somente ligada quando a equipe está sem a bola. Difícil? Não, não é tanto não.

E é devido à intensidade de que times, como o Palmeiras de Cuca, o Atlético-MG de Marcelo Oliveira e a Holanda de Guus Hiddink conseguem ser competitivas diante dos seus adversários. Todos eles marcam em alta intensidade! Duvidam? Vejam só os movimentos rápidos e conjuntos de quando essas equipes estão sem a bola:

Um time pode marcar por encaixe, ser competitivo e ser atual devido a sua intensidade!

O modo de marcar (zonal, encaixe ou individual) é só uma opção do técnico podendo ela se tornar mais atual ou não, no caso da ação defensiva, devido à concentração, à velocidade e ao sincronismo da equipe quando está sem a bola, ou seja, quanto a sua intensidade.

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