Crônica da segunda noite de desfiles do Grupo Especial

Reproduzo abaixo a minha análise sobre a segunda noite de desfiles no Grupo Especial, que terminaram na manhã desta terça. Infelizmente, com o acidente ocorrido com a Tijuca, não há o menor clima pra escrever sobre esse essa noite de desfiles. Mas é o trabalho, fazer o quê. Seguimos em frente.

UNIÃO DA ILHA — Muito boa aprestação da tricolor. Severo acertou em cheio no conjunto visual. Bela comissão de frente assinada pelo Carlinhos de Jesus, carro de som e Bateria impecáveis. Brigaria pelo sábado, mas (novamente) os problemas de Evolução — ocasionados pela dificuldade da entrada de duas alegorias — atrapalharam e a insulana quase estourou.

SÃO CLEMENTE — Eterno respeito e reverência à professora Rosa Magalhães. Mais um brilhante conjunto visual assinado por ela. Nos quesitos de pista passou fria, além do canto ter atravessado em algumas bossas. Num geral pode até surpreender, mas a chance de voltar no sábado é quase nula.

MOCIDADE INDEPENDENTE — Enfim um bom desfile da estrela-guia. Gostei muito da Comissão de Frente, que teve direito a tapete voador — o que enlouqueceu a Sapucaí, até arrancando alguns gritos de “Campeã”. Nos quesitos plásticos, passou irregular — fantasias muito bem caprichadas e alegorias nem tanto. Nos de pista, passou bem, com destaque para a Bateria. O independente enfim pode ter esperanças de retornar ao sábado, o que não ocorre desde 2003.

UNIDOS DA TIJUCA — Que lástima, vinha plasticamente linda e forte para o título… um grande trabalho que desabou literalmente. Precisa dizer mais alguma coisa?

PORTELA — Mais um grande desfile da azul e branca. Não foi tão arrebatador como em 2016 e plasticamente um pouco inferior, mas contou com um grande chão e o samba que rendeu bem. Novamente vai brigar pelo caneco. Dado os erros das outras, será que o jejum dessa vez acaba?

MANGUEIRA — Plasticamente, o melhor desfile. Leandro Vieira fez mais um belo trabalho. Nos quesitos de pista, foi perfeita — com destaque para a grande atuação da Bateria. A verde e rosa brigaria facilmente pela taça, mas os problemas de evolução (com a abertura de dois buracos — um deles enorme, frente ao módulo duplo de jurados) podem tirar o bicampeonato.

PALPITES

Com o fim dos desfiles, prevejo uma disputa muito equilibrada. O ponto negativo foi o quesito Evolução, que disparadamente foi o pior ano que eu já vi do quesito. Não vou cravar uma classificação, mas a minha aposta é a seguinte.

Título: Mangueira, Salgueiro e Portela

Correm por fora: Beija-Flor e Mocidade

Briga pelo G-6: Imperatriz e Grande Rio

Zona da marola: São Clemente e Ilha

Rebaixamento: Tijuca, Tuiuti e Vila

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quanto aos tristes ocorridos, duas coisas a dizer:

1 — Isso só escancara o quão a atual diretoria da LIESA é frouxa e omissa, e seu presidente é um bunda mole que merece ser varrido do seu posto.

2 — Precisamos refletir que a segurança é muito mais importante do que qualquer luxo. Isso é uma questão pra ser prevista em regulamento no próximo ano. Reproduzo a opinião do amigo Ladslau Almeida: A festa é bonita, empolgante, mas deve ser também profissionalizada.

E vamos esperar o que os envelopes nos reservam.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Carlos Alberto Fonseca’s story.