E agora, José?
Moysés Pinto Neto
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Muito interessante o seu texto, parabéns.Mas acredito que não há contradição em dizer que a Lava Jato e os áudios do Machado ajudou no “golpe”.Explico. Deve-se ver as coisas em seus dados momentos. Perceba que a Lava Jato avançou no PT e seus “aliados”, descartando de cara PSDB e amigos.Além disso, sequer incomodou o tesoureiro do PMDB, porque sabiam que havia muita gente contra o PT dentro do PMDB. Pois bem, veja que não é inocente dizer que há uma perseguição ao PT porque na medida que os “aliados” delatados vão se debandando também vai se abrandando a Lava Jato contra os mesmos. Para ficar em um caso emblemático, o Moro não hesitou em devolver o passaporte para mulher do Cunha, sequer fez condução coercitiva. Por que essa mudança de parâmetro de 180 graus? Aliás, a Lava Jato sequer tomou alguma atitude enérgica em relação ao áudio do Machado, numa espécie de deixa eles darem o “golpe”. Poderia citar aqui mais outras dezenas de exemplos, mas se olharmos apenas o “timing” da Lava Jato é impossível dizer que ela é apartidária, isenta e imparcial. Também não há, no meu ponto de vista, contradição em colocar o áudio do Machado e a operação como forças do “golpe”, é um pacote bem recheado e cuidadosamente embalado.

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