Um poema sobre angústia

Vozes.
Pensamentos assassinos.
Ecos do abismo mais profundo do meu ser.
Eu não me conheço… Deveria conhecer?

SIM!
É óbvio!

Tenho essas respostas e muitas outras;
Mas elas não me servem.
Não suporto a ausência de sentido que eu sou.
E nem o meio-termo.

A morte prometeu sanar minhas dúvidas
Mas não posso confiar nela.
Se não sei quem sou, essa é a maior pergunta.
E a mais profunda, e a mais superficial.
Como pode a morte eliminar-me?

Desejo do real.
Fobia da realidade.
Paradoxo.
Redundância.

Um cassino
Jogos de azar
E eu apostei a minha essência.
Minhas certezas como prato principal.

Banquete maldito!
Os dados rolaram e eu perdi
Uma parte de mim.

Estúpido momento 
Movimento imperfeito
Que faço!
Tenho medo…

Medo do fracasso.

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