Disrupção

Faça de maneira mais simples e mais barata algo que já exista. Democratize o que era apenas para poucos, oferecendo a preços mais acessíveis utilizando a tecnologia para isso. Pode começar de maneira modesta, até ganhar escala e desestabilizar o mercado, fazendo grandes players perderem espaço até desaparecer.

Esse pode ser um bom resumo para entender esse conceito.

Basta utilizarmos alguns exemplos que todo mundo fala. Lá estava tranquilamente a “indústria de taxis”, uma instituição centenária que passou por pouco inovação nos últimos tempos. De repente surge um aplicativo chamado Uber, que faz qualquer pessoa com um carro minimante descente virar um motorista particular, pra não se dizer um taxista, ofertando um preço mais baixo, serviço de qualidade e acesso mais democratizado. O mercado de transporte individual sofre um abalo sísmico de magnitude 7. Idem para Netiflix, que também revolucionou e continua a revolucionar a indústria do entretenimento, primeiro, enterrando por definitivo as videolocadoras, depois, o conceito de tv por assinatura, e agora a criação de conteúdo. E isso é só o começo. A lista é enorme de exemplos de disrupção. A indústria hoteleira com Airbnb, a indústria da enciclopédia com a Wikipédia, e próprio Google, destroçando inúmeros modelos de negócios com suas múltiplas plataformas de acesso gratuitas.

Foi o professor de Harvard, Clayton Christensen, que criou o termo, inspirado no conceito “destruição criativa”, cunhado pelo economista Joseph Schumpeter em 1039, para explicar os círculos dos negócios. Segundo ele, o capitalismo funciona em ciclos, e cada nova revolução, seja industrial ou tecnológica, destrói a enterior e toma seu mercado.

Assim a disrupção vai se consolidando como cultura, afetando inclusive o pensamento e comportamento contemporâneo.