A modernidade me estragou

Meu cérebro é totalmente desregulado pra vida moderna. Eu vejo, literalmente, infinitas fotos de lindas mulheres no Instagram e minha cabeça pensa “É, tenho que transar com todas elas”.

Não tem nenhuma moderação, sabe? Por 95% da história de nossa espécie, vivíamos em grupos de coletores e caçadores compostos por no máximo 100 pessoas. Dessa centena, havia apenas umas 10 mulheres altamente qualificadas para reprodução em qualquer dado momento. Faz total sentido reprodutivo o homem possuir a ganância de conquistar todas as fêmeas ao seu alcance.

Mas agora a gente tem um banco de dados infinitos de mulheres férteis, a internet. E meu cérebro ainda pensa “Eu PRECISO reproduzir com essas 5 milhões de gostosas”.

Burro pra caralho.

Outra coisa que acontece e me sinto totalmente desregulado pela modernidade. Existem pessoas no seu Facebook que você nem deveria lembrar mais de sua existência. Quando seu amigo te perguntasse:

“Lembra do Ricardo, aquele baixinho que estudava inglês com a gente?”

Você deveria dizer: “Não, não me lembro”. É saudável esquecer das pessoas. Ao invés disso, o Facebook, além de não te deixar esquecer ninguém, ele te faz odiar pessoas que você não vê há 12 anos.

“Ah, o Ricardo? Não vejo ele desde 2006. É um reaça do caralho. Espero não ver nunca mais!”

O Facebook te da a oportunidade de odiar pessoas que não fazem parte da sua vida.

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