Um caminho

Eu comecei a fazer meditação há aproximadamente 3 semanas e estou longe de acreditar que neste tempo eu tenha feito alguma mudança concreta internamente. Porém, eu acredito que tenho mexido em algumas “bagunças” que estavam embaixo do tapete.

Colocando em uma lista, os primeiros itens são:

  • Relacionamentos Amorosos
  • Solidão
  • Raiva

Os três são difíceis de falar, como esperado, mas vou tentar focar no primeiro por hora.


Relacionamentos Amorosos

Este é um assunto que olhando em retrospectiva, eu falhei muito. Pessoalmente, penso que minhas falhas envolveram entre muitas coisas o apego. Com apego você fica ansioso, você quer provas de “amor” a todo instante e muda quem você é com medo de “perder” a pessoa amada. O problema é que eu sempre sonhei em estar com alguém, compartilhar minha felicidade de viver e ter alguém compartilhando a dela comigo.

Parece simples na teoria, mas até hoje não consegui fazer dar certo. Eu sou o cara que cunhou os termos “atual-ex” e “antiga-ex” por tantas tentativas frustradas que tenho no meu histórico. Cara, minha vida pessoal foi uma tremenda bagunça até agora. A parte engraçada (sim, eu vejo graça em tudo) é que eu ainda não sei como fazer dar certo e juro pelo Deadpool que eu não quero cunhar novos termos com “ex”.

O problema? Eu ainda quero aquela companheira lá de cima. Eu posso estar pensando de modo piegas, talvez até mítico, mas eu ainda acredito que posso ter esta felicidade. Melhor ainda, eu tenho pensado cada vez mais que ela é possível. Entre uma meditação e outra, eu reparei que não estava tentando compartilhar minha felicidade, eu estava sendo dependente da felicidade da minha parceira.

O que fazer agora? Eu não tenho a receita, de verdade. Minha idéia a partir de agora é tentar ao máximo cultivar felicidade, seja com meus amigos, com minha família, comigo mesmo e quem sabe com uma possível companheira. Eu quero ter o que dividir com todos estes, principalmente, eu não quero mais esperar algo em troca. Que seja dar amor pela alegria de amar.

Vai ser fácil? Óbvio que não! Quantas vezes por dia eu tenho que analisar um pensamento e ver se não é meu “eu” querendo o pagamento por algo que fez. Mas por hora estou buscando um caminho e conto mais para frente o resultado.