Game of Thrones. Eu só vi a primeira temporada, mas acompanho a agonia do Presidente Obama em torcer pelo retorno do protagonista Jon Snow. Aparentemente ele morreu. Daí começa a minha angustia. Morreu de que? Quem o matou? E as consequencias? Assisti Breaking Bad até o último capítulo. Nada me incomoda mais do que ver pessoas discutindo as séries que mais gostam e ouvir…”eu nunca assisti breaking bad”. Mas existe coisa pior: “eu assisti a primeira temporada e não gostei”.

É isso. Fomos divididos em tribos pelas séries americanas. Se encontramos alguem que nunca viu as séries que mais gostamos, é como perguntar o time pelo qual a pessoa torce e ouvir de volta que ela não gosta de futebol. Assunto encerrado. Mas não é verdade. O assunto não se encerra porque aquela mesma pessoa, gosta de séries que você nunca viu ou que você despreza, pois no quarto episódio da primeira temporada, você havia decretado que a série era um lixo. As tribos surgem daí.

Porém algo profundo surge dessas discussões. Você passa 14 horas asistindo a 2.temporada de House of Cards e ao comentar que a série é uma obra prima, alguem lança….”eu não gosto do Kevin Spacey”. Não dá para simplesmente aceitar isso como um ponto de vista. Uma opinião. Gostos diferentes. Não. A verdade é que passamos a ter mesmo que temporariamente desprezo por aquela pessoa. Da incapacidade dela de admirar o óbvio. Entender os bastidores, não ter visto a poesia por trás da narrativa. Em resumo, é uma besta humana desqualificada de sensibilidade e capacidade de análise.

Com tantas séries no ar, é praticamente impossível que alguém tenha tempo nessa vida para acompanhar todas. Logo, cada um faz o seu processo de seleção natural, onde os filtros são muito particulares. Indicação de amigos, atração pelo tema, por um determinado ator, enfim. Pensando assim, talvez devamos aceitar o fato que aquela pessoa pela qual temos algum carinho, possa ser uma ignorante completa em relação a sua série preferida. mesmo que você continue achando que a vida dela não é tão interessante quanto a sua.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.