Mater

O que me lembro que mais me lembra

daquele canto que tanto ouvi

Que não entendia mas entendia

o que precisava pra me inserir

Naquele mundo, meu novo mundo

que pelo cheiro me aproximou

Cheiro que lembro, e como lembro

daquela mulher que me cativou

Esta mulher das minhas memórias

cujas memórias contou cantando

das suas lembranças vivas na história

dos seus entes que nunca morrem

e que consigo vai carregando

O que recordo daquele rosto

que vi bem cedo, logo na infância

Do seu sorriso na face exposto

Daquele jeito, daquele gosto

Daquele cheiro, cheiro primeiro

O que recordo daquele riso

Que me ensinou a ter fé na vida

Aquela imagem, doce figura

de uma mulher envolta em ternura

suave e forte, terna e destemida

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