Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro

A boa relação entre a igreja evangélica institucional e o racismo é histórica. Grandes grupos que estimularam o ódio entre as raças, como o Apartheid ou a Ku-Klux-klan, tinham base bíblica em seus discursos. Isso se prolonga até hoje nos corredores dos templos e apenas reflete o que acontece fora dele, num país extremamente racista.

Porém, há várias pessoas, movimentos e igrejas que perceberam que esse ódio apenas responde aos interesses da Igreja e não respondem aos interesses e a às pautas de Cristo. Inclusive, Jesus abominava qualquer tipo de injustiça e preconceito e dedicou sua vida ao amor ao próximo para denunciar o sofrimento.

Os irmãos e irmãs da Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro são algumas dessas pessoas. Seguidores e seguidoras de Jesus Cristo de Nazaré que fazem parte de uma igreja que caminha na luta pela justiça social, respeitando as demais religiões e denunciando todo e qualquer tipo de discriminação. Baseados nas escrituras sagradas, se reúnem para o estudo da palavra na ótica da teologia negra, mantendo um diálogo inter-religioso e com a sociedade civil.

Localizados em Maceió, Alagoas, eles viram que muitas pessoas tinham o interesse em despertar as suas comunidades para uma consciência negra resgatando a presença e a cultura africana na história bíblica, construindo para inclusão social dos e das afros descendentes, lutando contra a discriminação racial, preconceitos e xenofobia.

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