Ainda haverá vida

Pela fresta que me resta ver

Lá na porta do botequim

Vejo carros passando, é o amanhecer

Há vida!

Reflito. Que vida?

Um pingado quente, diariamente

Me acorda pra essa vida morna

Que ainda não descobri que vida é

Os personagens são os mesmos, todos os dias

Dentro dos ônibus, nas ruas e avenidas

Posso estar triste, mas sei que não estou só

Sei que a velha disputa pra ver qual o “ismo” é o mais justo, ou o menos injusto, parece batalha vencida

Mas não desisto e resurjo, sempre

Em busca de uma resposta à vida!